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30 de junho de 2020, 21h02

Ditadura boliviana denuncia suposto “ato de corrução” de candidato de esquerda favorito nas eleições presidenciais

Acusação foi feita através da Gestora Pública de Seguridade Social, contra o economista Luis Arce, ex-ministro da Fazenda de Evo Morales, que lidera as pesquisas com números que poderiam lhe dar a vitória no primeiro turno

O economista Luis Arce, em seu regresso à Bolívia para o início da campanha eleitoral (Foto: reprodução Twitter)

Nesta terça-feira (29), a Gestora Pública de Seguridade Social da Bolívia acusou o economista Luis Arce, candidato presidencial pelo MAS (Movimento ao Socialismo), por supostos “atos de corrução”.

Segundo o órgão público, o ex-ministro da Fazenda de Evo Morales estaria envolvido em uma suposta trama envolvendo contratos do Estado para a compra superfaturadas de programas informáticos da empresa colombiana Heinsohn Business, que teria envolvido cerca de 10,4 milhões de dólares.

“A Promotoria vai realizar as investigações adicionais sobre os fatos e documentos que nós apresentamos”, informou o órgão, através de um comunicado.

Por sua parte, o MAS emitiu uma resposta dizendo que a denúncia contra Arce “é mais uma tentativa do governo de Jeanine Áñez de tirar do caminho a candidatura preferida pela maioria dos eleitores na Bolívia”.

Segundo as pesquisas mais recentes, Arce tem 37% de intenção de voto, e poderia ser eleito já no primeiro turno, pois a lei eleitoral no país estabelece que isso pode acontecer quando um candidato tem 40% dos votos e mais de 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado – que até o momento seria Carlos Mesa, com 24%, enquanto a ditadora Áñez, com 20%, aparece em terceiro.

Esta não é a primeira tentativa de ataque judicial contra o MAS na Bolívia. Em maio, o TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) iniciou um processo contra todo o partido, que poderia colocá-lo na ilegalidade e impedir a candidatura não só de Arce como as dos deputados e senadores que mantém a maioria da esquerda em ambas as casas legislativas, mesmo depois do golpe de Estado de 10 de novembro de 2019.


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