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18 de fevereiro de 2020, 20h06

Estudo indica que fenômenos climáticos extremos podem levar a “recessão nunca antes vista”

Segundo investigação do economista Paul Griffin, da Universidade da Califórnia, “os mercados não sabem calcular os riscos econômicos desses fenômenos que, no futuro, devem ser mais frequentes e intensos”.

Foto: Elineudo Meira (Chokito)

Se os efeitos das secas ambientais, afetando o futuro do planeta e das pessoas que vivem nele, não comovem os economistas e os governos, quem sabe uma seca econômica, que afete o mercado como nunca antes na história, tenha mais sucesso.

E segundo o economista Paul Griffin, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um problema pode acabar desencadeando o outro.

Um estudo organizado por Griffin traz um importante alerta para os mercados: se os fenômenos climáticos continuarem aumentando de proporção, e se alcançarem dimensões extremas, podem provocar uma recessão econômica como nunca se viu na história.

Segundo o economista, “os mercados financeiros não são capazes de calcular os efeitos que essa série de inundações, secas, ondas de calor ou incêndios florestais podem ter na economia dos países, nem agora, e muito menos em um futuro onde deverão ser mais frequentes e intensos”.

“É preciso um melhor trabalho de contabilidade para o clima, ou poderemos ter uma recessão como nunca antes na história”, alerta Griffin.

A investigação está centrada na ideia de que há muitos riscos a serem avaliados no mercado de energia, e que “foi justamente a omissão aos cálculos de risco que levaram à Grande Recessão entre 2007 e 2008”.

“Atualmente, as empresas de energia assumem grande parte desse risco. O mercado necessita avaliar melhor os riscos, e entender que o clima extremo afeta os valores e os preços”, explica Griffin.

O estudo detalha como os fenômenos extremos poderia atingir os serviços básicos, como o fornecimento de água, luz e gás, além do transporte público, o que prejudicaria famílias, empresas e regiões inteiras, como efeitos para as economias dos países.

O economista também reclama que “a imprensa especializada (em economia) parece se preocupar (com os problemas climáticos) somente quando eles podem gerar perda de propriedade, mas cabe as empresas ter uma visão mais ampla que isso, e entender as ameaças para todo o sistema econômico”.

Os resultados das investigações de Griffin estão presente em um artigo recentemente publicado no site Nature Energy.


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