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19 de novembro de 2019, 16h22

Evo Morales denuncia ditadura na Bolívia comandada por Jeanine Añez

Movimentos sociais alertam que já foram 38 mortos vítimas da repressão militar comandada pelo governo que usurpou o poder na Bolívia após derrubar Evo Morales

Foto: Reprodução/Twitter

Evo Morales, presidente da Bolívia derrubado por um golpe de Estado, usou as redes sociais nesta terça-feira (19) para denunciar para o mundo as violações e a repressão praticadas pelo regime comandado pela autoproclamada presidenta Jeanine Añez.

“Denuncio ao mundo que o governo de fato, ao estilo de ditaduras militares, novamente mata meus irmãos de El Alto, que resistem pacificamente ao golpismo e lutam em defesa da vida e da democracia. #ParenLaMasacre do #GolpeDeEstadoEnBolivia”, publicou Morales em seu Twitter.

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Segundo dados oficiais já são 24 mortos desde as eleições, sendo 21 desde a renúncia de Evo Morales, em 10 de novembro. Movimentos sociais afirmam que já foram 38 mortos e 700 feridos desde a consumação do golpe de Estado. Nicasia Mamani, secretária executiva da Federação dos Produtores de Coca de Chimoré, é quem apresenta esses dados e afirma que a repressão contra campesinos é crescente. As cidades de Cochabamba, El Alto e La Paz – todas com forte presença indígena – são as mais afetadas.

Diante disso, Morales fez ainda um apelo às Forças Armadas para que cesse a repressão contra o povo. “Peço aos militares patriotas e nacionalistas que parem de usar contra nossos irmãos bolivianos o equipamento que lhes demos graças aos recursos obtidos com a luta do povo. Que as forças armadas não manchem sua honra com o sangue do povo para sustentar um governo de fato”, declarou.

Mobilização

Mesmo com o avanço das Forças Armadas, o povo boliviano segue mobilizado contra o golpe e exige a renúncia de Añez. Em entrevista à Cítrica Rádio, Mamani afirmou que a resistência seguirá. “Vamos estar como soldados firmes, até as últimas consequências, nunca vamos nos render. Temos um presidente e ele se chama Evo Morales”, afirmou ela, destacando que os militares atacam manifestantes que fazem protestos pacíficos.

Comparação com Añez

O ex-líder sindical ainda compartilhou em suas redes uma comparação de fotos da posse dele e da posse de Añez, que teve forte presença dos militares. A montagem que colocava os dois lado a lado circulou bastante nas redes.


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