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17 de outubro de 2019, 14h09

Fernanda Melchionna: eleição de governo Bolsonaro para Conselho de Direitos Humanos da ONU é uma vergonha

"O governo vai enxergar nisso um fortalecimento de sua agenda anti meio-ambiente, anti direitos humanos, anti mulheres, anti LGBTs, anti combate à tortura", disse a parlamentar, que está na capital belga participando de debates durante a assembleia geral da ONU, em entrevista à Fórum

A deputada Fernanda Melchionna (Reprodução)

Após sofrer censura de diplomatas ao denunciar as violações dos direitos humanos pelo governo Jair Bolsonaro em Bruxelas, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSol-RS) classificou como “uma vergonha” a eleição do Brasil a novo mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU sob o comando de um governo que, claramente, constrói uma pauta contra tudo o que é debatido no órgão.

“Uma vergonha, porque embora a gente saiba que a eleição envolva negociação de votos e por isso o Brasil foi eleito, o governo vai enxergar nisso um fortalecimento de sua agenda anti meio-ambiente, anti direitos humanos, anti mulheres, anti LGBTs, anti combate à tortura”, disse a parlamentar, que está na capital belga participando de debates durante a assembleia geral da ONU, em entrevista à Fórum.

Fernanda afirma ainda que as negociatas e o alinhamento do Itamaraty, comandado pelo olavista Ernesto Araújo, a ditaduras ultra-medievais, que permitiram que o Brasil assumisse novo mandato no conselho causará um retrocesso nas posições do Brasil, que sempre se pautou pela defesa das minorias e vulneráveis.

“Eu já havia criticado o ministro Ernesto Araújo quando ele esteve na Câmara dos Deputados, quando perguntei sobre o plano do Brasil para o Conselho e, na verdade, o plano omitia essas questões, incluindo posições contra a tortura, a população LGBT e outros temas fundamentais quando se trata de um conselho de direitos humanos. Aliás, o Brasil se aliou com ditaduras ultra-medievais contra as mulheres para retirar as questões de gênero das resoluções da ONU”.

Para a parlamentar do PSol, o fato de Bolsonaro levar ao mundo suas posições conservadoras e ditatoriais torna ainda mais urgente a luta em defesa dos Direitos Humanos. “Nossa luta nacional e internacional é ainda mais urgente diante das violações graves contra os direitos humanos que vemos potencializadas no país diante do governo Bolsonaro”, afirmou.

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