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26 de agosto de 2019, 16h15

FMI já busca acordo com equipe de Fernández/Cristina Kirchner na Argentina

Crítico do acordo de Maurício Macri com o FMI, Alberto Fernández, vencedor das prévias, tem sido duramente pressionado pelo poder econômico

Reprodução/Instagram

Depois da vitória acachapante da chapa kircherista formada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner nas eleições prévias da Argentina (PASO) contra o atual presidente Maurício Macri, o Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu se reunir nesta segunda-feira (26) com representantes da dupla peronista para conversar sobre um cenário que cada vez parece mais consolidado: a vitória de Alberto nas eleições de outubro. O candidato já disse que pretende rever o acordo do atual governo com o FMI, que prevê uma série de reformas estruturais anti-populares.

Um dia após a vitória da “Frente de Todos” nas PASO, o mercado reagiu mal e derrubou o peso argentino. O impacto também teve como causas a declaração incendiária do presidente Maurício Macri, que em um primeiro momento culpabilizou Cristina Kirchner e demonstrou não aceitar bem a derrota. O presidente logo se enquadrou, reconheceu os erros e assumiu a responsabilidade pela crise assola o país.

Com Macri cada vez mais longe de uma reeleição, investidores e empresários tem pressionado Alberto Fernández a  aderir a um programa de reformas quando eleito. O FMI, criticado por Alberto, agora tenta abrir diálogo com a chapa peronista para tentar manter o acordo feito com Macri, que fez o Fundo destinar o maior empréstimo da história para o governo do liberal, com um pacto que garantia reformas, como a trabalhista e a da Previdência.

Segundo o jornalista Roberto Navarro, fundador do portal El Destape, o poder econômico tem pressionado duramente Alberto Fernández nesse período entre as prévias e as eleições oficiais de outubro. “Alberto não é sequer presidente eleito e já estão tratando de condicioná-lo. Empresários e economistas vão até ele e todos dão as mesmas condições e uma série de dados que dizem ‘isso é o que queremos que você faça'”, afirmou Navarro.


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