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22 de fevereiro de 2019, 14h24

Mulher indígena de 42 anos é a primeira vítima da guerra patrocinada pelos EUA contra a Venezuela

Às vésperas da anunciada entrada da "ajuda humanitária" dos EUA, tensão está acirrada nas fronteiras. Twitter é trincheira na batalha de informação entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó

Imagens divulgadas por Maduro (E) da mobilização na fronteira com a Colômbia e por Guaidó (D) sobre o ataque a indígenas próximo ao Brasil (Reprodução)

Zorayda Rodriguez, de 42 anos, uma vendedora ambulante que pertencia à comunidade indígena de Kumaracupay é a primeira vítima da guerra que está sendo patrocinada pelos Estados Unidos contra o governo do presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro. Zorayda foi morta na manhã desta sexta-feira (22) em um conflito dos indígenas contra as Forças Armadas da Venezuela na região próxima à fronteira com o estado de Roraima, no Brasil. Ao menos outras 15 pessoas teriam ficado feridas, segundo informações divulgadas no portal Público, de Portugal.

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Citando fontes do Washington Post, o portal diz que militares venezuelanos teriam aberto fogo contra o grupo de indígenas que tentava manter aberta uma parte da fronteira com o Brasil. A informação, que teria partido de deputados da oposição e do autoproclamado presidente Juan Guaidó pelo Twitter, não foi confirmada pelo governo de Maduro, em Caracas.

Pelo Twitter, Maduro está divulgando imagens de grandes mobilizações populares nas fronteiras, em especial com a Colômbia, que estão sendo convocadas para este sábado (23), quando a oposição, liderada por Juan Guaidó, pretende dar entrada à “ajuda humanitária” enviada pelos Estados Unidos e Brasil para a população venezuelana.

“Nossos povos indígenas concentraram-se na fronteira com a Colômbia no estado de Zulia para a dignidade da Venezuela e em apoio à Revolução Bolivariana. Um povo mobilizado que diz: Trump, tire suas mãos da Venezuela”, tuitou Maduro, logo após a divulgação pelos opositores do confronto que fez a primeira vítima próximo à fronteira com o Brasil.

Maduro ainda divulgou imagens de toneladas de medicamentos e suprimentos médicos que teria sido comprados com a cooperação da Rússia para serem distribuídos para a população.

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