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18 de novembro de 2019, 17h47

Novo plano neoliberal de Lenín Moreno é derrubado no Equador após pressão de manifestantes

"Hoje, o Equador rejeitou o fundamentalismo neoliberal que busca reconquistar nossa América Latina. Parabéns à bancada do RC por liderar esta vitória", disse o ex-chanceler do Equador, Guillaume Long, após a reprovação da Lei Econômica Urgente

Foto: Fredy Cosntante/Presidência do Equador

Fragilizado após as intensas manifestações que tomaram o Equador em outubro, o presidente equatoriano Lenín Moreno viu um de seus projetos apresentados ao Congresso serem rejeitados neste domingo (17) por ampla maioria em meio a uma nova onda de protestos. A Lei Econômica Urgente, chamada de Lei do Saqueio pelos opositores, foi arquivada com 70 votos contra Moreno, 30 a favor e 30 abstenções.

O partido Revolução Cidadã (RC), ligado ao ex-presidente Rafael Correa, comandou a derrota de Moreno no Congresso. “A Lei de Saqueio incluía disposições que facilitariam a evasão tributária das grandes empresas, a saída de milhões que deveriam impulsionar o desenvolvimento nacional, o sequestro do Banco Central e da política econômica pelos interesses corporativos e a perda do controle público sobre o mundi financeiro e bancário”, diz a bancada do RC em nota, que exalta ainda a vitória da população sobre a “lei dos banqueiros e do FMI”.

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“Arquivaram a Lei de Saqueio. Parabéns ao bloco da Revolução Cidadã que liderou a oposição a essa lei terrível, a tantas iniciativas cidadãs e patriotas anônimos, como o Observatório da Dolarização. Enquanto esse governo ameaçador continuar, ainda não ganhamos nada”, comentou Correa nas redes sociais. O atual presidente foi eleito com o apoio de Correa, mas adotou uma agenda completamente oposta, traindo o correísmo.

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador, que mobilizou protestos, também celebrou o fracasso de Moreno. “A pressão social conseguiu, inicialmente, a revogação do decreto 883 e, hoje, outra imposição de FMI que violava os direitos do povo e seria prejudicial ao país foi negada. Viva a luta do povo unido!”, disse.

Outro que exaltou a derrota da lei foi Guillaume Long, ex-ministro das Relações Exteriores. “Hoje, o Equador rejeitou o fundamentalismo neoliberal que busca reconquistar nossa América Latina. Parabéns à bancada do RC por liderar esta vitória”, tuitou.

Reação de Moreno

Diante do fracasso, Moreno usou as redes sociais para publicar um vídeo lamentando a votação e anunciando que apresentará projeto semelhante. O presidente disse que essa lei impactava apenas nos mais ricos e que ele buscava beneficiar os mais pobres e os estudantes. “Não descansarei como não descansam os empreendedores desse país apesar de todas as dificuldades”, disse.

 

 

 

 


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