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01 de abril de 2019, 06h28

Palestina convoca embaixador após decisão “inoportuna” e “desnecessária” de Bolsonaro em Israel

Em nota, Autoridade Palestina diz que anúncio de escritório em Jerusalém por Bolsonaro é "uma violação flagrante da legitimidade e das resoluções internacionais e uma agressão direta ao nosso povo e a seus direitos"

Bolsonaro e Benjamin Netanyahu durante sua visita a Israel (Alan Santos/PR

Após a decisão de Jair Bolsonaro (PSL) de estabelecer um escritório em Jerusalém, oficializada neste domingo (31), a Autoridade Palestina (AP) convocou para consultas o seu embaixador no Brasil , Ibrahim Alzeben.

“Entraremos em contato com nosso embaixador no Brasil para chamá-lo para consultas, para tomarmos as decisões apropriadas para lidar com esta situação”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, em nota.

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O ministério disse que considera a decisão brasileira “uma violação flagrante da legitimidade e das resoluções internacionais, uma agressão direta ao nosso povo e a seus direitos e uma resposta afirmativa para a pressão israelense-americana que mira reforçar a ocupação e a construção de assentamentos e na área ocupada em Jerusalém”.

Ao jornal O Globo, o embaixador disse que o anúncio de abertura do escritório por Bolsonaro, em comunicado conjunto com o premier Benjamin Netanyahu durante sua visita a Israel, é “inoportuno” e “desnecessário”.

“A embaixada em Tel Aviv e (o escritório regional) em Ramallah cumprem com as funções que devem. Não achamos adequado mexer com um assunto tão delicado. Zelamos por muito cuidado para manter nossas excelentes relações e melhorá-las”.

Trapalhadas
A assessoria da comitiva do presidente Jair Bolsonaro informou que o Brasil decidiu estabelecer um escritório em Jerusalém para a promoção do comércio, investimento, tecnologia e inovação.

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Em um primeiro momento, o texto dizia que o escritório seria “como parte de sua Embaixada em Israel”. Minutos depois, no entanto, a assessoria pediu para tirar a frase relativa à Embaixada.

Mais tarde, em comunicado à imprensa, o porta-voz da Presidência da República, General Otávio Rêgo Barros, que o escritório anunciado pelo governo brasileiro, a ser aberto em Jerusalém não terá status diplomático.

Mais cedo, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Augusto Heleno, disse que não estava previsto declarar a abertura de um escritório brasileiro na cidade durante a viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro a Israel.


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