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27 de Maio de 2019, 13h47

Para analista euro-iraniana, “Netanyahu é quem empurra os Estados Unidos a uma guerra contra o Irã”

“Israel funciona como uma enorme base militar estadunidense, mas uma base diferente, porque é a única que possui um enorme poder de influência nas atividades dos neoconservadores, ou como descreve Avnery 'é o país que controla a América enquanto a América controla o mundo'”

Trump e Netanyahu (Reprodução)

A conhecida acadêmica iraniana Nazanín Armanian, residente na Catalunha e professora da Universidade de Barcelona, publicou artigo recente em seu blog no site Público.es no qual defende que o premiê israelense Benjamin Netanyahu é o principal responsável por “convencer os Estados Unidos a uma escalada de guerra contra o Irã”.

Segundo a acadêmica, “Israel denuncia o Irã por supostamente ocultar bombas atômicas, o que além de ser falso é uma hipocrisia, já que o país possui bombas ilegais, um arsenal ao qual não permite o acesso das inspeções da ONU”. Ademais, Armanian acusa o governo de Netanyahu de “fabricar informações falsas para forçar um conflito contra o Irã”.

Na primeira linha de seu artigo, a professora lembra que John Kerry (secretário de Estado norte-americano durante o governo de Barack Obama) admitiu em entrevista que o Congresso aprovou a invasão do Iraque graças a um lobby de Israel em favor dessa decisão, o qual também foi baseado em uma falsa acusação de produção de armas nucleares por parte do regime que, à época, era comandado por Saddam Hussein.

Armanian também recorda que a declaração de Kerry tinha a ver com um contexto no qual o acordo de Obama com o Irã, de 2015 (que foi praticamente um plágio de uma proposta elaborada pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e seu chanceler Celso Amorim em 2009, a qual foi curiosamente boicotada por Obama), tornou impossível a produção de qualquer tipo de armamento nuclear por parte do Irã, e que tal acordo foi quebrado por iniciativa unilateral da administração de Donald Trump.

Em outro momento do texto, a acadêmica cita dois famosos intelectuais – o filósofo estadunidense de origem judia Noam Chomsky e o escritor israelense antissionista Uri Avnery – para construir sua própria definição: “Israel funciona como uma enorme base militar estadunidense, mas uma base diferente, porque é a única que possui um enorme poder de influência nas atividades dos neoconservadores, ou como descreve Avnery ‘é o país que controla a América enquanto a América controla o mundo’”.


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