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03 de junho de 2019, 15h29

Plano de Trump para o Oriente Médio é “inviável”, segundo seu próprio secretário

Plano era chamado pela Casa Branca de “acordo do século”, já que pretendia estabelecer a paz entre israelenses e palestinos. Contudo, Pompeo admite que “não há garantias” de que a iniciativa realmente possa levar a paz à região

Mike Pompeo (Foto: Gag Skidmore)

Matéria publicada pelo diário estadunidense The Washington Post cita uma gravação de voz captada durante uma reunião fechada na qual participou o chefe da diplomacia da Casa Branca, Mike Pompeo, e os líderes das principais organizações judias do país.

No áudio, Pompeo teria dito que “é impossível realizar” a estratégia impulsada pelo atual governo para o Oriente Médio, e especialmente para a crise na Palestina.

Ainda assim, expressou sua esperança de que o acordo não seja rejeitado de cara. “Talvez seja rejeitado (…) a grande dúvida é se poderemos conseguir suficiente margem para negociar depois uma forma de reconstruí-lo”, teria dito o secretário de Estado, segundo a transcrição publicada pelo jornal.

O plano era mencionado pelos representantes do governo estadunidense como “o acordo do século”, já que que ao menos afirma pretender estabelecer parâmetros de paz entre israelenses e palestinos. Contudo, nessa gravação, Pompeo admite que “não há garantias” de que a iniciativa realmente possa levar a paz à região, somente “uma esperança de que todos o levem a sério”.

O pouco que se sabe sobre os parâmetros do que a Casa Branca chama de “acordo do século” já tem sido suficiente para que o projeto colecionasse críticos, sobretudo os que acusam a iniciativa de beneficiar somente a Israel. Pompeo se referiu a essas críticas no áudio, dizendo que “entendo quando as pessoas desconfiam que será assim (que favorecerá só a Israel), mas espero que escutem e simplesmente permitam que ele possa se consolidar pouco a pouco”.

O presidente Donald Trump também falou sobre as dúvidas de Pompeo, disse que as entendia, mas que, diferente dele, continuava pensando que o projeto é plenamente executável. “O que a maioria pensa ser impossível, eu acho que é possível”, afirmou.

Para preparar o terreno para o acordo, o governo estadunidense anunciou que apresentará os argumentos econômicos do seu plano na reunião que será realizada entre os dias 25 e 26 de junho na capital de Bahrein, com participação de ministros da economia e líderes empresariais da região e de todo o mundo.

Entretanto, os palestinos já declararam que não participarão do encontro, já que sequer foram consultados previamente em nenhum momento, durante a elaboração do plano. Os representantes políticos da Palestina vêm boicotando os Estados Unidos desde dezembro de 2017. Naquele então, Trump oficializou o reconhecimento estadunidense de Jerusalém como capital de Israel, e decretou a mudança da embaixada de sua país de Tel Aviv para essa cidade.

Com informações do Sputnik News.


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