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02 de janeiro de 2020, 09h21

Relator da ONU acusa Reino Unido e EUA de torturar Manning e Assange, do WikiLeaks

Em carta, o relator denuncia um tratamento "desnecessário, desproporcional e discriminatório" contra o fundador do WikiLeaks

Foto: Reprodução

Em carta enviada aos governos dos EUA e do Reino Unido, o relator especial da ONU, Nils Melzer, critica a forma como os denunciantes da WikiLeaks, Julian Assange e Chelsea Manning, estão sendo tratados em suas respectivas prisões. De acordo com Melzer, há evidências de tortura em ambos os casos, e pede para que medidas sejam reavaliadas.

“Acabou de sair: A minha carta ao governo do Reino Unido de 29 de outubro de 2019, detalhando violações graves do processo, expressando alarme quanto às condições de detenção e saúde de Assange, reiterando as minhas perguntas e apelando para sua rápida libertação. 60 dias e sem resposta”, escreveu o relator.

Segundo relata a carta, o tratamento de Assange é “desnecessário, desproporcional e ‘discriminatório’ na Prisão de Belmarsh de alta segurança”.

Em um telefonema de Julian Assange permitido pelas autoridades no Natal, Vaughan Smith, seu amigo e jornalista, relatou que Assange soava muito diferente do habitual. “Estou morrendo aos poucos”, disse o denunciante ao amigo.

Com relação a Manning, Melzer reforça que trata-se de “uma medida de coerção aberta e progressivamente severa”, que cumpre “todos os elementos constitutivos de tortura”.

“Acabou de sair: A minha carta oficial para o governo dos EUA de 1 de novembro de 2019 explicando por que é que a detenção contínua de Chelsea Manning não é uma sanção legal, mas uma medida coerciva aberta e progressivamente severa, que consiste em tortura, e que deve ser suspensa e abolida sem demora”, escreveu.

Para ele, a detenção coerciva também parece ser “incompatível com as obrigações internacionais quanto aos direitos humanos” dos EUA.

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