O que o brasileiro pensa?
19 de maio de 2020, 20h10

Secretário-geral da ONU critica ataques dos EUA à OMS e diz o mundo “paga alto preço por ignorar seus conselhos”

A entidade internacional vem sofrendo críticas por parte do governo de Donald Trump, por supostamente estar atuando em alinhamento político com a China

Tedros Adhanom Ghebreyesus e António Guterres (foto: UN.org)

Em sua intervenção durante a conferência em vídeo da Assembleia Mundial da Saúde, nesta terça-feira (19), o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o português António Guterres, declarou que a OMS (Organização Mundial da Saúde) é “insubstituível”, e disse que a entidade precisa de mais recursos para que seu trabalho nos países mais vulneráveis seja melhor apoiado.

O diplomata português também afirmou que, em sua opinião, a OMS tem mostrado um trabalho adequado com relação à pandemia, e que “o mundo está pagando um alto preço por ignorar suas recomendações em janeiro”.

A OMS, organizadora do evento que Guterres participou, vem sofrendo críticas de alguns países por sua reação à pandemia do coronavírus, especialmente dos Estados Unidos, que suspenderam o seu financiamento ao organismo, razão pela qual as palavras do secretário-geral da ONU foram lidar como uma crítica à postura estadunidense.

O corte da verba estadunidense foi uma questão especialmente sensível, já que o país norte-americano era quem entregava a maior contribuição anual à entidade.

O argumento dos Estados Unidos para atacar a OMS é o de que suas posições são, supostamente, alinhadas demais com a China, e que a entidade teria ajudado o país asiático a “encobrir a propagação do vírus”.

A sessão desta terça da Assembleia Mundial da Saúde também contou com um discurso da presidenta da Suíça, Simonetta Sommaruga, que defender uma cooperação mais ampla e completa dos 194 Estados-membros (da OMS), que devem agir juntos para acabar com a pandemia”.


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