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02 de julho de 2020, 21h43

Sob críticas, Israel decide suspender apresentação do projeto de anexação da Cisjordânia

Apesar do apoio dos Estados Unidos, vários países afirmaram que não reconheceriam medidas que não fossem tomadas em conjunto com a Autoridade Nacional Palestina

Alvo de acusações por corrupção, o primeiro-ministro pautou sua campanha pelo discurso do medo

Após meses assegurando que apresentaria o projeto de anexação da Cisjordânia ao parlamento nesta quarta-feira (1), na última hora, o governo de Israel decidiu suspender a iniciativa, sem revelar quando seria a nova data para o início do trâmite.

A proposta surge de um acordo entre Benjamin Netanyahu e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciado em janeiro passado, e que chegou a ser classificado como “o acordo do século” pela assessoria de imprensa da Casa Branca, embora nunca tenha contado com a aceitação do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

A suspensão da apresentação da proposta parece ser uma vitória da pressão internacional contra o governo israelense devido ao projeto. Vários países – entre eles Reino Unidos, China, Egito e Alemanha, entre outros – disseram que somente reconheceriam um acordo sobre a Cisjordânia se este contasse com a concordância das autoridades israelense e palestina. O que não é o caso deste projeto atual, que não é aceito pelos palestinos.

Por sua parte, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a chilena Michelle Bachelet, declarou que “as ondas expansivas dessa anexação podem durar décadas, e serão extremadamente prejudiciais até mesmo para Israel, e também para os palestinos. A anexação é ilegal, ponto final”.

No entanto, o governo israelense não deve desistir do projeto. Segundo meios locais, a possibilidade de que Donald Trump perca as eleições de novembro, e para um Joe Biden que afirma ser contra a anexação, é uma das razões pela qual Netanyahu considera o cenário ideal como o ideal para impulsionar a medida.

“A ampliação da soberania (israelense na Cisjordânia) acontecerá em julho, só falta estabelecer uma nova data, mas ainda temos o mês inteiro”, assegurou Ofir Akunis, ministro da Cooperação Regional de Israel.


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