Soldado de extrema direita rouba arsenal militar e é procurado pela Interpol

O soldado ameaçou matar infectologista que liderou o combate à Covid-19 na Bélgica. Exército brasileiro e belga fizeram acordo de cooperação em 2019

Jurgen Conings, soldado belga conhecido por ser simpatizante de ideias de extrema-direita, é considerado perigoso e está sendo procurado pelas polícias da Bélgica, Alemanha e Holanda, além da Interpol. Ele desapareceu há uma semana depois de roubar um verdadeiro arsenal militar, do quartel onde atuava em Leopoldsburg, na província de Limburg, na Flandres.

Conforme a BBC, Conings ameaçou assassinar o infectologista Marc Van Ranst, que liderou o combate à Covid-19 na Bélgica. O médico está escondido com a família em um local seguro, segundo a polícia local.

As autoridades belgas dizem que ele representa o “nível mais alto de ameaça”. Cerca de 400 policiais foram deslocados para a floresta do Parque Nacional Hoge Kempen, em Dilsen-Stokkem, à procura do soldado apelidado pela imprensa internacional de “Rambo”.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Conings roubou quatro lançadores de foguetes, uma submetralhadora, uma pistola e um colete à prova de balas. A última vez que ele foi visto foi na segunda-feira (17).

Durante uma revista realizada no dia seguinte ao deu desaparecimento, na floresta perto da sua casa, autoridades acharam seu carro com armas pesadas.

O Ministério Público Federal da Bélgica informou que “as armas mais preocupantes” estavam no veículo. O porta-voz do ministério, Eric Van Duyse, confirmou à AFP que o soldado foi “bem treinado, mas parece ter ideias associadas à extrema direita”.

Ainda segundo Duyse, o veículo do soldado continha indícios de ameaças ao estado e a inúmeras figuras públicas. “Teme-se que ele queira realizar uma ação violenta, contra si mesmo ou contra outras pessoas, mas os possíveis alvos corretos ainda não estão claros”.

Enquanto a busca pelo soldado prossegue, o médico Van Ranst declarou, nas redes sociais, que não ficou surpreso com as ameaças.

Cooperação

Em 2019, já no governo de Jair Bolsonaro, os exércitos de Brasil e Bélgica estreitaram laços de cooperação. Na oportunidade, os comandantes estudaram a possibilidade da realização de cursos ministrados em inglês por oficiais belgas e brasileiros, direcionados para os militares ligados às operações de paz, na área de cibernética e de guerra na selva.

Com informações do UOL e da IstoÉ

Avatar de Lucas Vasques

Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.