Tribunal da Pensilvânia determina que votos pelo correio que chegaram atrasados devem ser anulados

Alguns seguidores de Donald Trump comemoraram a decisão e falaram em possível reviravolta nos resultados, mas a equipe de Joe Biden assegura que a mudança não mudará o resultado da apuração no estado

Um tribunal da Pensilvânia determinou nesta quinta-feira (12) que o estado não tinha o direito de alterar o prazo para recebimento das cédulas enviadas pelo correio, e que portanto, as que chegaram atrasadas devem ser anuladas.

Segundo a juíza Mary Hannah Leavitt, a lei eleitoral do estado permitia que os votos fossem contabilizados somente se chegassem até o dia 9 de novembro (última segunda-feira, sete dias depois da data da votação oficial). No entanto, a secretária de Estado da Pensilvânia, Kathy Boockvar, tinha alterado esse prazo, permitindo que os votos que chegaram até o dia 12 de novembro também fossem validados, mas a decisão da magistrada decretou que essa mudança foi ilegal, e que as cédulas recebidas após o dia 9 de novembro fossem descartadas.

Alguns grupos de seguidores de Donald Trump comemoraram a decisão da juíza e já falam em uma possível reviravolta do atual presidente nas eleições presidenciais. Atualmente, Biden conta com 290 votos no colégio eleitoral. Mesmo que perca os 20 votos entregues pela Pensilvânia, teria 270, que é justamente o limite que necessita para ser eleito.

No entanto, advogados ligados ao Partido Democrata disseram à agência Associated Press que os votos que serão invalidados não são suficientes para mudar o resultado da apuração na Pensilvânia e que, portanto, Biden vai manter inclusive esses 20 votos do estado.

Nesse sentido, vale destacar que o resultado da apuração no estado foi dado como vitória irreversível de Biden no dia 7 de novembro, dois dias antes do prazo legal.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).