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17 de agosto de 2019, 13h11

Trump quer comprar a Groenlândia; Dinamarca diz que território “não está à venda”

Interesse de Trump teria surgido após um jantar na primavera passada; segundo o Wall Street Journal um colaborador disse na ocasião que a Dinamarca estava com problemas financeiros para apoiar o território

Foto: Wikimedia Commons

Por Opera Mundi 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria analisando com seus assessores e conselheiros da Casa Branca a possibilidade de comprar a Groenlândia, informou nesta quinta-feira (15/07) o jornal The Wall Street Journal.

De acordo com duas fontes entrevistadas pelo jornal norte-americano, Trump vem “repetidamente” comentando sobre o assunto em jantares e reuniões do governo. O interesse do republicano estaria ligado aos recursos naturais e à importância geopolítica da ilha, já que ela está localizada entre os Estados Unidos, Europa e o Ártico.

O interesse de Trump teria surgido após um jantar na primavera passada. Segundo o jornal, um colaborador disse na ocasião que a Dinamarca estava com problemas financeiros para apoiar o território.

A reportagem ainda afirmou que alguns conselheiros de Trump teriam dito que eram favoráveis e destacaram as vantagens econômicas de tal operação, que poderia deixar um legado semelhante ao da compra do Alasca da Rússia em 1867.

O magnata já teria até dito ao advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, que estude o caso e avalie a possibilidade.

No Twitter, o ex-primeiro-ministro da Dinamarca Lars Løkke Rasmussen escreveu que a ideia de Trump é “uma piada de 1º de abril totalmente fora de temporada”. Já o governo do país europeu informou que a “Groenlândia não está à venda”.

A Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, abriga a base aérea de Thule, a mais setentrional do Exército norte-americano. O local foi construído em 1951. A ilha possui pouco mais de 55 mil habitantes.

Trump não é o primeiro presidente norte-americano que possui interesse na Groenlândia. Em 1946, Harry Truman (1945-1953) tentou comprar a ilha da Dinamarca por US$ 100 milhões, mas a oferta foi recusada.


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