Pastor acompanha filho trans no cartório para realizar mudanças nos documentos

Juno, que é uma pessoa trans não-binária, disse que a companhia do pai foi muito importante e que a solidão que pessoas trans vivenciam não pode ser naturalizada

O pastor Aizamarch Almeida, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, acompanhou o seu filho Juno, homem trans não-binário, na ida ao cartório para realizar o pedido de alteração do nome e do gênero nos documentos.

Ao portal Razões para acreditar, Juno e Almeida relataram um pouco de como foi esse processo de aceitação entre pai e filho.

Segundo relato de Juno, primeiro ele disse a família que era uma mulher lésbica, porém, isso não o ajudou muito. A assunção de sua identidade trans veio entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, quando alterou o seu nome no perfil de Facebook.

À época, o seu pai, o pastor Almeida ligou para ele para entender a mudança no nome nas redes. Foi durante esta conversa que Juno explicou ao seu pai que era uma pessoa trans não-binária, ou seja, que não se identifica com o gênero masculino nem com o feminino.

O pai de Juno mora em Campina Grande (PB), mas fez questão de viajar até o Recife (PE) para acompanhar o filho no processo de alteração dos documentos.

Juno revelou que tal atitude de seu pai “foi muito importante, porque me senti apoiado, fortalecido. A segurança para me impor como Juno aumentou. Poderia ter feito tudo sozinho de alguma forma; muitos de nós o fazem. Mas, nossa solidão não é normal e não pode ser naturalizada”.

Com informações do portal Razões Para Acreditar.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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