Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

20 de agosto de 2019, 17h04

500 dias de Lula preso: “Nós precisamos que o Supremo restabeleça as regras, a ordem”, defende Gleisi

Atualmente Lula nega-se a entrar na Justiça com pedido para cumprir a pena de 8 anos de prisão em regime semiaberto. Afirma que só pretende ir para casa após eventual absolvição ou anulação da sentença

Foto: Anselmo Cunha

Parlamentares do PT, PSOL e PCdoB fizeram um ato nesta terça-feira (20), na Câmara dos Deputados, para lembrar os 500 dias da prisão do ex-presidente Lula. Na ocasião os congressistas reforçaram o pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a decisão que condenou o petista.

Para a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann afirmou que precisou vir a público revelações do The Intercept para comprovar “aquilo que nós já dizíamos que era realidade”.

“Aliás, para além do que dizíamos, o que está sendo revelado pro Brasil é de grande gravidade, não só o conluio entre o juiz e o acusador, orientações de denúncias ou delações, mas também a busca de informações sigilosas buscando a receita federal”, pontuou Gleisi.

Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, “foram 500 dias de luta, resistência, contra essa prisão injusta contra Lula”, disse. “Nós queremos que o presidente Lula tenha um julgamento justo, algo que ele não teve até hoje”.

“Todos os acontecimentos no país reforçam nossa convicção que Lula é um sequestrado político vítima de uma trama, de um projeto de poder que capturou estruturas do Estado Brasileiro para viabilizar a realização de um projeto de poder, cuja principal vítima é o presidente Lula”, afirmou Pimenta.

Na ocasião o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) também defendeu a liberação do ex-presidente.

“Nós esperamos que o STF definitivamente faça justiça e julgue a libertação do ex-presidente”, disse.

“Inclusive, quando o STF determinou que a conversa entre Moro e Dellagnol, e o conteúdo das mensagens que foram acessadas, não poderia ser destruídas, o STF esteva dizendo que elas podem e devem ser usadas como provas”, finalizou Glauber.


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