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18 de novembro de 2016, 17h23

“A linguagem do grotesco no parlamento tem sido a regra, não a exceção”

Em entrevista para a Fórum, Valdemar Figueiredo Filho comenta o discurso do deputado Cabo Daciolo que pediu a Temer que abandonasse o satanismo.

Em entrevista, Valdemar Figueiredo Filho, blogueiro da Fórum, comenta o discurso do deputado Cabo Daciolo que pediu a Temer que abandonasse o satanismo

Por Matheus Moreira

Nesta semana, viralizou nas redes sociais o vídeo de um parlamentar, o deputado federal Cabo Daciolo, do PTdoB do Rio de Janeiro, discursando no palanque da Câmara dos Deputados. As declarações de Daciolo eram dirigidas ao presidente empossado Michel Temer e associavam a maçonaria ao satanismo e, ainda, pedia que o chefe de estado “abandonasse” a prática.

Para entender a que poderia servir esse tipo de discurso inflamado, de pregação religiosa no plenário, a reportagem procurou o teólogo e cientista político Valdemar Figueiredo Filho, que é blogueiro da Fórum.

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“Daciolo não é uma voz influente na Frente Parlamentar Evangélica. Faz carreira solo. Quais as moedas de troca que dispõe ou qual a sua base política?”, questiona Figueiredo.

Quando perguntado sobre a linguagem de Daciolo, que simulava um culto e chegou a citar a bíblia para justificar seu alerta ao presidente, o cientista politico é contundente em apontar que não é um caso isolado: “A linguagem do grotesco no parlamento tem sido a regra, não a exceção. Por mais esdrúxula que tenha sido a manifestação do Daciolo, cai no lugar comum. Assusta. Repercute nas redes sociais e rapidamente é esquecido”, explica.

Veja o vídeo:

Foto: Lula Marques/Agência PT


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