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17 de Maio de 2013, 15h06

Aos 87 anos, e preso, morre ex-ditador argentino Jorge Videla

Militar comandou a Argentina em um dos períodos mais sangrentos da ditadura

Militar comandou a Argentina em um dos períodos mais sangrentos da ditadura 

Por Igor Carvalho

Ex-ditador Videla foi condenado “subtração, retenção e ocultamento”

O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla morreu nesta sexta-feira (17), aos 87 anos, dentro de sua cela na penitenciária Marcos Paz, em Buenos Aires. O militar cumpria pena de prisão perpétua por crimes contra a humanidade e teria falecido de causa natural, segundo a imprensa local. 

Videla governou a Argentina entre 1976 e 1981, durante a ditadura militar no país. Entidades de Direitos Humanos calculam que pelo menos 30 mil pessoas desapareceram durante esse período. Para se defender, o ex-ditador costumava dizer que os seus subordinados tinham independência para agir.

Em 2012, no entanto, Videla confessou ao jornalista Caferino Reato, no livro “Disposição Final”, que o número de mortos e desaparecidos durante seu período podem ter sido entre “7 ou 8 mil.”

As investigações sobre os crimes de Videla começaram com a queda da ditadura, em 1983. Foi em 1985 que saiu a primeira condenação do militar, porém ele foi anistiado em 1990, pelo ex-presidente Carlos Menem. Em 2004, outro ex-presidente trabalhou pela volta de Videla ao banco dos réus, Nestor Kirchner.

No ano de 2010, foi condenado pela Justiça argentina à prisão perpétua, pelo fuzilamento de opositores em Córdoba. No mesmo ano, outra condenação, desta vez a pena foi de 50 anos por ter sequestrado bebês durante a ditadura.

No livro de Reato, Videla explicou os motivos de seus crimes. “Não havia outra solução. Na cúpula militar estávamos de acordo que era o preço que havia que ser pago para ganhar a guerra contra a subversão, e precisávamos que não fosse evidente para que a sociedade não se desse conta.”


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