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18 de junho de 2016, 11h34

Aos gritos de Bolsonaro, UnB é invadida e estudantes atacados com bombas

Aproximadamente 30 pessoas vestidas de preto invadiram a UnB (Universidade de Brasília) munidas de porrete, armas de choque e bombas caseiras. Entoando gritos racistas e homofóbicos, os manifestantes pediam a volta da ditadura militar e queriam depredar o Centro Acadêmico de Sociologia. O grupo chegou a agredir um estudante com um taser e perseguir uma dupla de estudantes com uma moto. Veja o vídeo da Mídia Ninja.

Por Redação

O campus da Universidade de Brasília (UnB) foi alvo de ataque de um grupo de militantes da extrema direita brasileira na última sexta-feira (17). Aproximadamente 30 pessoas vestidas de preto invadiram o Instituto Central de Ciências da universidade, conhecido como Minhocão, munidas de porrete, armas de choque e bomba caseira.

O grupo chegou a jogar uma bomba e agredir um estudante com um taser, arma de choque cuja a venda é controlada.  Entre os agressores estava Kelly Bolsonaro, militante de extrema-direita.

Entoando gritos racistas e homofóbicos, os manifestantes pediam a volta da ditadura militar e queriam depredar o Centro Acadêmico de Sociologia. A segurança do campus precisou pedir auxílio da Policia Militar para conter os agressores. Assim que a PM chegou, os extremistas fugiram sem que nenhuma prisão fosse feita.

Dois estudantes registraram ocorrência na 2ª Delegacia de Policia (Asa Norte). Eles disseram que estavam indo para o estacionamento da universidade quando foram abordados e agredidos pelos manifestantes. Os dois alunos ainda foram perseguidos por um dos manifestantes que estava de moto e jogou objetos contra o carro. A Policia Civil disse que vai investigar o caso.

Outro fator que chamou a atenção de quem presenciou os ataques eram as mensagens escritas nas roupas usadas pelos agressores: “Polícia Federal, Orgulho Nacional” e “100% livre de esquerdismo”. Importante citar que no Facebook existem grupos com esta denominação, o que pode indicar que o ataque foi premeditado e com coordenação central.

O prefeito do Campus, Marco Aurélio de Oliveira, recebeu os relatos dos alunos e disse que vai apurar o caso. “Sabemos que a ação foi muita rápida. As informações ainda são muito desencontradas. Na segunda-feira (20/6), vamos intensificar a busca de depoimentos de alunos e funcionários que estavam de plantão”. Marco Aurélio disse que os estudantes eram ofendidos com frases racistas e homofóbicas.

Nota produzida com informações da Mídia Ninja e Correio Braziliense.

Veja um vídeo do ataque:


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