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14 de outubro de 2019, 19h37

Após ataque de Weintraub a FHC, PSDB diz que ministro é “doença terminal” da Educação

Partido subiu o tom contra Abraham Weintraub após ministro comparar Fernando Henrique Cardoso à AIDS

Reprodução

O PSDB usou seu perfil oficial do Twitter, no domingo (13), para responder ao ataque feito pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para a sigla, o atual chefe do MEC é “doença terminal da Educação no Brasil”.

“Se há algo que se assemelha a autoritarismo na educação do país são as constantes invasões a instituições de educação. Tentam silenciar professores e alunos, em suas manifestações legítimas dentro da liberdade de expressão. Tentam sufocar manifestações artísticas”, escreveu a legenda. Dias antes, um grupo de deputados do PSL, partido de Jair Bolsonaro, invadiu um colégio público no Rio de Janeiro para realizar uma “vistoria”.

“Não nos calaremos diante desses abusos contra quem fez muito para o Brasil. Não ficaremos passivos diante de agressões que vão contra o espírito de nossa civilização. Tolerância e respeito devem estar acima das divergências políticas”, completou, ainda pelo Twitter, o partido de FHC.

As colocações do partido vêm após Abraham Weintraub comparar, em uma fala que beirou ao nonsense, à AIDS. As declarações do ministro foram feitas durante o  CPAC (Conservative Political Action Conference), tradicional evento conservador dos Estados Unidos que ganhou sua primeira edição brasileira, em São Paulo (SP), através de articulação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

No mesmo evento, Weintraub associou a filósofa Marilena Chauí ao nazismo.

Façam memes 

Antes de Weintraub, na sexta-feira (11), o aspirante a embaixador nos EUA, Eduardo Bolsonaro, agraciou o público com outra pérola. Ele sugeriu aos militantes de direita que não entrem em discussões políticas e, ao invés disso, façam memes.

O CPAC é financiado pelo Instituto de Inovação e Governança (Indigo), vinculado ao PSL. O Indigo recebe recursos  do Fundo Partidário, ou seja, dinheiro público.

Nas poucas estandes do evento, chamaram a atenção, além da venda de camisetas de Jair Bolsonaro, livros sobre a monarquia e até mesmo um “kit antifeminismo”, composto por livro e curso em DVD ministrado pela deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC).

 

 


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