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10 de fevereiro de 2014, 13h37

Após bullying homofóbico, garoto de 11 anos tenta se matar e comove os EUA

Por gostar de um personagem cor de rosa, Michael Morones era cotidianamente humilhado na escola;  a sua história comoveu a Carolina do Norte e uma campanha contra o bullying foi lançada 

Por Redação

Pinkie Pie era o personagem favorito de Michael

Michael Morones, 11, tentou se matar depois de sofrer bullying homofóbico na escola. O garoto, que tentou se enforcar, foi encontrado pelos pais desmaiado em seu quarto. Segundo os médicos, como o cérebro ficou muito tempo sem receber oxigênio, a criança pode ter graves sequelas. A mãe de Michael, Tiffany Morones, disse que o motivo do bullying era o fato de Michael ser fã do desenho “My Little Pony: Friendship is Magic” (Meu Pequeno Ponei: A amizade é mágica). Por conta disso, os colegas de Michael o chamavam de gay.
Tiffany disse que o garoto já se queixava a algum tempo e de que estava cansado de ser humilhado todos os dias na escola. Apesar de tudo, a mãe de Michael declarou que não vai atrás dos colegas que levaram o seu filho a tentar cometer suicídio. “Eu já ouvi muita gente dizer que eu devia ir atrás das pessoas que o atacavam e responsabilizá-los, mas sabe, eu não acho que é isso que o Mike quer. Eu prefiro ensinar as pessoas a agir bem e continuar a minha vida em vez de punir, porque o castigo nem sempre funciona”, declarou a mãe de Michael.
O pai de Michael, disse em entrevista ao jornal Chicago Now que, além do motivo de seu filho gostar do desenho, havia também o fator dele ser fã do personagen Pinkie Pie, que é tido como um pônei gay da história. E, por conta disso, os colegas de seu filho diziam que ele não poderia gostar de tal personagem, pois, ele é gay e isso faria com que ele também “virasse” gay. “Conversamos com o Mike inúmeras vezes e dizíamos a ele que se ele fosse gay não teria problema, que ele é nosso filho e o amaríamos sempre”, declarou o pai de Michael.
A história de Michal Morones comoveu toda a Carolina do Norte (EUA), os profissionais que dublam o desenho, ao saberem do fato, se manifestaram contra o bullying homofóbico nas escolas e lançaram uma campanha para arrecadar fundos para o tratamento de Michael. Até o momento, mais de $ 43 mil dólares já foram levantados. Além disso, os dubladores gravaram mensagens de apoio aos pais de Michael.

 


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