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23 de maio de 2020, 17h39

Aras tira o final de semana para assistir vídeo da reunião de Bolsonaro e tomar decisão

Procurador-geral da República quer 'formar juízo' sobre o conteúdo da gravação antes de passar inquérito para a fase final, o depoimento do presidente

Bolsonaro, Aras e Moro (Foto: Presidência da República)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, vai assistir neste final de semana ao vídeo da reunião ministerial de 22 de abril para decidir, depois, se existem mais investigações a serem solicitadas ou se encaminha o inquérito sobre a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal para a fase final: o depoimento de Bolsonaro. As informações dão do blog da jornalista Andréia Sadi, no G1.

Segundo Sadi, Aras quer “formar juízo” sobre o vídeo antes de se manifestar sobre os próximos passos. Até agora, ele recebeu relatos de assistentes da procuradoria que acompanharam a exibição do vídeo.

O depoimento do presidente será o último ato do inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao final do inquérito, cabe ao procurador-geral apresentar ou não uma denuncia contra Bolsonaro.

A Procuradoria Geral da República (PGR) considera que o inquérito está atualmente da fase intermediária para o fim, e espera que a investigação se encerre no prazo de 60 dias.

Ainda de acordo com a reportagem, Aras também considera que o depoimento de Paulo Marinho era necessário, mas avalia que o inquérito só usará informações do empresário se ele revelar fatos novos.

Pedido do celular de Bolsonaro

O procurador-geral também aguarda a chegada do pedido de apreensão do celular do presidente, feito em notícias-crimes apresentadas por partidos políticos no seguindo das acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro que deram origem ao inquérito contra Bolsonaro.

Os pedidos foram enviados à PGR pelo relator do inquérito, ministro Celso de Mello. No Planalto, a avaliação é a de que Aras se manifestará contra o pedido. Segundo interlocutores, o procurador-geral já indicou que o pedido é “excesso de zelo” e que entende que Celso de Mello poderia ter arquivado a representação.


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