Entrevista exclusiva com Lula
15 de agosto de 2019, 19h26

Assessora do Planalto diz ao TSE que presenciou disparo de fake news que beneficiou Bolsonaro

Em depoimento ao TSE, a assessora do Planalto Rebecca Félix da Silva, que trabalhou em uma agência de comunicação durante a campanha de Bolsonaro, presenciou o encaminhamento de notícias falsas a favor do candidato da casa de um empresário no Rio; Paulo Marinho contou que, em sua casa, eram retransmitidas informações falsas produzidas por voluntários, durante as eleições

Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Rebecca Félix da Silva Ribeiro Alves, assessora que agora atua no Palácio do Planalto, afirmou ontem em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trabalhou durante a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio.

De acordo com o jornalista Leonardo Militão, do Uol, Rebecca disse que era coordenadora de mídia e produzia conteúdo publicitário para a campanha. De acordo com ela, porém, ela não era responsável por distribuir esses conteúdos.

Ontem, à GloboNews, Marinho afirmou que de sua casa eram retransmitidas informações falsas produzidas por voluntários. No depoimento ao TSE, ela afirmou que prestou serviços no diretório do PSL em Brasília e no Rio de Janeiro – na sede da empresa AM4 e na casa de Paulo Marinho.

Ela afirmou que não sabia de contratação de empresas terceirizadas para distribuição de envios em massa de mensagens pelo Whatsapp e outros aplicativos. No entanto, ressaltou que, se isso foi feito, a contratação não passaria por ela.

O empresário Marinho, que apoiou a campanha de Bolsonaro e é suplente do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, afirmou ontem que as informações falsas eram feitas fora da casa por voluntários, e de que sua casa era feita a retransmissão desses conteúdos.

À época, o Whatsapp não limitava o envio de textos. Hoje, só podem ser feitos envios para, no máximo, cinco destinatários

“Fake news a gente também mandava, como chegava a gente saía, como tem hoje”, admitiu Marinho na entrevista à jornalista Andrea Sadi.


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