Atila Iamarino resgata sátira de vacina da Varíola, em 1802, após “jacaré” de Bolsonaro

"E hoje, na máquina do tempo que é o Brasil, voltamos para 1802, quando o medo da vacinação contra varíola baseada no vírus da varíola das vacas (daí a palavra vacina) motivou esta sátira de James Gillray com bovinos saindo das pessoas vacinadas", tuitou Iamarino

O biólogo Atila Iamarino resgatou nesta sexta-feira (18) uma charge antiga sobre a vacinação contra a Varíola, que ocorreu em 1802, após declaração de Jair Bolsonaro que, em crítica ao contrato com a Pfizer, usou como exemplo que as pessoas podem “virar jacaré” se tomarem vacina contra o coronavírus.

“E hoje, na máquina do tempo que é o Brasil, voltamos para 1802, quando o medo da vacinação contra varíola baseada no vírus da varíola das vacas (daí a palavra vacina) motivou esta sátira de James Gillray com bovinos saindo das pessoas vacinadas”, tuitou Iamarino.

A charge remete à primeira vacina – e que deu o nome ao medicamento. Segundo o site da FioCruz, em 1789 o médico inglês Edward Jenner começou a observar que as pessoas que ordenhavam vacas – e por isso “vacina” – não contraíam a varíola, desde que tivessem adquirido a forma animal da doença.

O médico extraiu o pus da mão de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e o inoculou em um menino saudável, James Phipps, de oito anos, em 4 de maio de 1796. O menino contraiu a doença de forma branda e, em seguida, ficou curado.

Em 1º de julho, Jenner inoculou no mesmo menino líquido extraído de uma pústula de varíola humana. James não contraiu a doença, o que significava que estava imune à varíola. Estava descoberta a primeira vacina com vírus atenuado que, em dois séculos, erradicaria a doença.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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