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01 de abril de 2019, 19h50

Bolsonaro defende exclusão dos militares da reforma da Previdência: “Já passaram”

Em Jerusalém, Bolsonaro disse ainda que espera a aprovação da reforma da Previdência no Congresso sem que a proposta seja "desidratada"

Foto: Pedro Moreira

Por Pedro Moreira, de Jerusalém, especial para a Fórum

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (1º) que os militares foram a única categoria a já ter sofrido uma reforma da Previdência. Dando a entender que, por isso, não estariam sendo beneficiados na proposta de alteração das regras de aposentadoria, que é a principal pauta de seu governo no Congresso.

“A única reforma da Previdência, feita em 2000, foi a nossa. Fernando Henrique Cardoso queria fazer de todo mundo. Ele mandou a nossa via MP, só nós entramos na reforma previdenciária de 2000, ninguém mais entrou. Se juntar essas duas, você vê que a nossa é muito mais profunda que as demais”, disse a jornalistas em Jerusalém.

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Perguntado se o fato de a proposta dos militares ter sido fatiada seria um obstáculo para a aprovação da reforma, o presidente disse que “não tem nada a ver”.

“Militar não é previdência, não é? Eu sou suspeito para falar porque eu sou capitão do Exército, tá certo? Mas a vida é completamente diferente. Militar trabalha 24 horas por dia, situações extraordinárias da tropa, GLT, GLO, as interferências nossas, nossas missões, as mais variadas possíveis, em todos os momentos, nós somos os primeiros a sermos chamados, estamos na fronteira, é uma vida complicada, tá certo?”, pontuou.

Desidratação 

Bolsonaro informou ainda que se reunirá na próxima quinta-feira (4) com líderes partidários para discutir a reforma da Previdência e sua tramitação, ponderando, contudo, que “a decisão está com o parlamento”.

“No que depender de mim, eu farei sugestões, eu conheço mais da metade dos parlamentares. Fiquei 28 anos lá dentro. Sei como funciona aquilo. Até poderia dar sugestões, mas não quero me meter porque agora estou em outra Casa, tá ok?”.

Perguntado se é possível que a reforma da Previdência seja aprovada até julho, o capitão da reserva disse esperar que ela seja aprovada sem que haja desidratação no texto original.

“Acredito que sim. Nós mandamos uma proposta. Não é uma proposta minha, nem do governo. É do Brasil. Não temos outra alternativa. Chegou a esse ponto. A Previdência está deficitária realmente e temos que fazer essa reforma. Espero que o Congresso aprove sem que ela seja muito desidratada”.

Depois de dias de crise entre Congresso e governo, na semana passada, líderes de 13 partidos (PR, SD, PPS, DEM, MDB, PRB, PSD, PTB, PP, PSDB, Patriota, Pros e Podemos) manifestaram apoio à reforma, exigindo, no entanto, a exclusão da proposta das mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na regras da aposentadoria rural.

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