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08 de fevereiro de 2012, 19h13

Brasilia recebe ativistas de movimentos de pessoas em situação de rua

O encontro nacional é visto por pessoas em situação de rua e movimentos sociais que trabalham com esta população como um marco na busca por justiça social.

Fruto de um longo processo de lutas sociais, a conquista de uma política pública nacional específica para esta população é recebida como um avanço já que, até 1990 eram poucos os estudos sobre a população em situação de rua, muito pouco se sabia sobre esta população.

Para Anderson Lopes do Movimento Nacional da População em Situação de Rua,”Esta política é importante porque foi construída com a participação do povo da rua, além de ser a primeira vez que um governo federal olha para estas pessoas”.

Cresce a olhos vistos o número de pessoas que vivem nas ruas das grandes cidades.

Vítimas de um processo excludente, muitos se vêem desempregados e sem condições de pagar um aluguel, passam do dia para a noite a viver com sua família nas ruas, debaixo de viadutos, em albergues. ”São muitos os motivos que levam uma pessoa a habitar as ruas das grandes metrópoles, daí a importância do incentivo a realização de estudos e pesquisas pelas universidades e organizações sociais especializadas em pesquisa sobre a população em situação de rua voltados para o processo de inclusão das pessoas em situação de rua na sociedade, apontar saídas, alternativas para mudar esta realidade e à formação de profissionais que trabalham com esta população’.Afirma a educadora Nilda Assis.

Anderson Lopes do MNPR afirma que, “A política para o povo da rua não pode ser para ontem, é pra hoje. O povo da rua não pode ser invisível, tem que ser incluído em uma política pública”.

A invisibilidade social da qual é vitima quem mora nas ruas faz com que crimes hediondos aconteçam, um exemplo claro é o massacre da Sé em 2004 que vitimou nove pessoas.
Além da invisibilidade social quem mora nas ruas também é vítima de políticas higienistas que visam embelezar as cidades a qualquer custo.
A aproximação do governo federal deste segmento da população brasileira foi muito importante para a construção desta política que tem como um de seus objetivos garantir que direitos já existentes em lei sejam cumpridos.

Aproximadamente 400 pessoas de todo país estarão em Brasília discutindo a política publica para a população em situação de rua, sendo muitos albergados que participaram ativamente das discussões locais para a construção da política nacional.

Muito se espera deste encontro, afinal milhares de homens, mulheres crianças, idosos, brasileiras e brasileiros esperam pelo reconhecimento, pelo fim do preconceito que os segue até mesmo dentro de instituições que deveriam protegê-los.


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