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08 de fevereiro de 2020, 16h05

Cabeleireira é demitida de salão no Distrito Federal após atender mulher transexual

A profissional relatou pelas redes sociais o motivo de sua demissão, dizendo ainda que a dona do estabelecimento teria mandado lavar imediatamente todas as toalhas usadas com a mulher trans identificada como Jessy. Também afirma que a proprietária já havia cobrado pelo serviço, esperou que Rose atendesse a cliente, e só depois a mandou embora por esse motivo.

A dona do salão em Taguatinga Sul, que demitiu uma funcionária por ela ter atendido uma cliente trans (foto: reprodução)

Daisy Schio, especial para a Fórum

Rose Moreira, uma cabeleireira e manicure que mora e trabalha em Taguatinga Sul, no Distrito Federal, foi demitida depois de atender uma cliente transexual. O caso aconteceu na última terça-feira (4).

A profissional relatou pelas redes sociais o motivo de sua demissão, dizendo ainda que a dona do estabelecimento teria mandado lavar imediatamente todas as toalhas usadas com a mulher trans identificada como Jessy. Também afirma que a proprietária já havia cobrado pelo serviço, esperou que Rose atendesse a cliente, e só depois a mandou embora por esse motivo.

Em vídeo, Rose conta sua versão dos fatos, e diz que também foi chamada pela dona do salão de “macumbeira”. Além disso, Rose afirma que não pretende contar todos os problemas que sofreu no episódio, “prefirou poupar certos detalhes, até porque se trata de uma senhora de 67 anos”, disse a cabeleireira. Veja a denúncia da cabeleireira:

Em outrovídeo compartilhado no Facebook, a mulher trans questiona o motivo da demissão da cabeleireira. Assista:

Casos de transfobia e homofobia continuam vitimando pessoas, inclusive colocando o Brasil no topo do ranking mundial de assassinatos de pessoas trans, segundo dados internacionais da ONG Transgender Europe. Em 2018 foram 163 casos de assassinatos de transgêneros no país, de acordo com o relatório da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Em 2019, este número teve uma queda de 24%, foram 124 assassinatos de travestis e transexuais, mas ainda assim, o Brasil segue liderando o ranking.


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