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18 de novembro de 2016, 11h01

Campanha do Governo do Paraná expõe racismo institucional no setor de RH

Vídeo-campanha publicado na página oficial do Governo do Estado do Paraná mostra funcionários de Recursos Humanos analisando fotos de pessoas brancas e negras. A conclusão: há racismo institucional nas pequenas atitudes.

Vídeo-campanha publicado na página oficial do governo do estado do Paraná mostra funcionários de Recursos Humanos analisando fotos de pessoas brancas e negras. A conclusão: há racismo institucional nas pequenas atitudes

Por Matheus Moreira

Publicado nesta quinta-feira (17), o vídeo tem cerca de 2 minutos, mas é preciso e forte. Na produção, quatro funcionários de Recursos Humanos são convidados para um teste de análise fotográfica e ao verem fotos de pessoas brancas e pessoas negras, as reações são bastante distintas de uma raça à outra. A produção é parte da campanha “Chega de fingir que é normal”, do governo do estado do Paraná.

A partir deste trecho da reportagem, é importante salientar que podem haver gatilhos para pessoas negras.

No vídeo, os funcionários foram apresentados a fotos de pessoas brancas cuidando do jardim, correndo, limpando a casa e de terno sobre a proposta de dizerem o que a foto os lembrava. Neste primeiro momento, as respostas foram algo como “um homem cuidando do seu jardim”, “uma mulher limpando sua casa”, “um homem atrasado” e “um executivo”.

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A segunda parte do teste mostrava pessoas negras nas mesmas posições e com as mesmas roupas, praticando exatamente as mesmas ações das pessoas brancas da etapa anterior. O resultado você pode conferir no vídeo abaixo:

Arte: reprodução Governo do Estado do Paraná

 


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