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22 de agosto de 2014, 10h59

Candidato a deputado pelo PSDB defende “kit macho” e “kit fêmea”

O discurso preconceituoso de Matheus Sathler gerou protestos entre ativistas de direitos humanos

Por Redação

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Em fotos nas redes sociais, Sathler aparece com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), também opositor à causa gay

Uma proposta polêmica tem chamado a atenção nas propagandas eleitorais em Brasília. Candidato a deputado federal pelo PSDB, o advogado Matheus Sathler provocou revolta entre representantes dos movimentos em defesa dos direitos LGBT, ao defender “cartilhas para ensinar meninos a gostar somente de mulheres”.

O “kit macho” e o “kit fêmea”, como foram chamados pelo candidato, foram criados, segundo ele, para defender os bons valores da família. O material prega o antifeminismo e ensina as meninas, desde pequenas, “a serem femininas” e a seguirem “o seu papel correto” na sociedade. Em um vídeo postado no YouTube, em que ataca a presidenta Dilma, ele diz inclusive ter orgulho de ser chamado de machista.

E as controvérsias do candidato não param por aí. Em um outro vídeo, Sathler registra em cartório a promessa de doar 50% do salário para recuperação de crianças vítimas de “estupro pedófilo homossexual”. Nas redes sociais, ele aparece em fotos ao lado do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que é um dos maiores oposicionistas à causa gay no País.

No mês passado, Fórum já havia publicado uma matéria sobre o assunto. Na ocasião, a assessoria de comunicação do PSDB do Distrito Federal afirmou que o debate não podia ser feito “da maneira como o candidato coloca” e que o partido estaria disposto a dialogar com todos os setores da sociedade. Porém, isso não impediu que Sathler continuasse a campanha com o mesmo discurso, conforme defendeu no programa do horário eleitoral.

Foto de capa: Facebook/Reprodução


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