Fórumcast #20
28 de agosto de 2014, 13h28

China e Rússia jogam o dólar dos EUA para escanteio

Em resposta às sanções impostas pelo Ocidente, governo russo negociou com a China a compra e venda de petróleo em suas próprias moedas.

Em resposta às sanções impostas pelo Ocidente, governo russo negociou com a China a compra e venda de petróleo em suas próprias moedas

Por Redação

O jornal econômico russo Kommersant noticiou, nessa quarta-feira (27), que a estatal energética russa Gazprom Neft acordou em negociar suas exportações de gás e petróleo em rublo russo ou yuan chinês, ignorando a moeda comum para a maioria das negociações internacionais, o dólar norte-americano.

De acordo com o periódico, a decisão de mudar a moeda aconteceu por conta das sanções impostas pelo Ocidente contra a Rússia, impulsionada pela crise na Ucrânia desde o início do ano. As sanções, lideradas pelos EUA, alvejavam os setores de defesa, finanças e energia da Rússia – com Washington persuadindo seus aliados a fazerem o mesmo, tentando convencer até mesmo a China. A decisão também tem como objetivo ser de proteção, uma vez que pagamentos internacionais em dólar norte-americano podem ser rastreados e controlados pelo governo dos EUA.

As 80 mil toneladas de petróleo virão do campo Novoportovskoye, no Ártico, e será “entregue” para a China através do oleoduto na Sibéria Oriental, que atende os mercados da Ásia-Pacífico (Japão, China, Coreia). Na semana passada, a Rússia usou dois petroleiros para a Europa, levando petróleo desse mesmo campo, e serão pagos em rublos.

Veja também:  Dilma Rousseff: "#LulaLivre é um imperativo moral, uma exigência civilizatória"

Em maio, Rússia e China comunicaram a assinatura de um acordo histórico para compra e venda de 30 bilhões de metros cúbicos de gás anualmente, durante 30 anos, e também a construção de um gasoduto para exportar o gás russo para a China, com o dragão asiático emprestando dinheiro para sua construção e a Gazprom fazendo concessões de preço à China.


Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum