Depois de protestar contra BBB, ex-ativista do Femen se inscreve no programa

Em janeiro, Sara Winter participou de ato de protesto contra alienação social causada pelo Big Brother; agora ela é candidata a uma vaga na casa

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Em janeiro, Sara Winter participou de ato de protesto contra alienação social causada pelo Big Brother; agora ela é candidata a uma vaga na casa Por Redação Sara Winter, polêmica ex-ativista do Femen Brasil, se inscreveu para participar do Big Brother Brasil 14. “Uma das razões para entrar no Big Brother é usar a influência para ajudar as pessoas e os animais”, declara ela em vídeo. A inscrição chama a atenção porque em janeiro deste ano, Sara Winter e outras representantes do grupo feminista protestaram em frente à Casa de Vidro do BBB13, sala em que os participantes do reality show são observados por frequentadores de um shopping. No vídeo, Sara relembra o episódio, mas nega que o protesto tenha sido contra o reality show: “Nosso objetivo era fazer um apelo para a população em um país que existe muita miséria, muita violência. O SUS está uma droga. Eu tentei mudar por fora, mas agora quero mudar por dentro”. Na época, no entanto, Sara declarou que o objetivo do grupo era protestar contra a "alienação social causada pelo programa". Em maio deste ano, o grupo Femen anunciou que desativaria sua filial no Brasil. Em entrevista ao jornal “Zero Hora”, a líder do grupo, Alexandra Shevchenko, disse que Sara Winter não estava pronta para ser líder. Sara é acusada de ser ou ter sido integralista nacionalista, e que teria uma tatuagem nazista, conforme já apontou a blogueira Lola Aronovich. Seus ídolos seriam, ou foram, Plínio Salgado (fundador do integralismo brasileiro) e Ronald Reagan (presidente americano nos anos 80, eterno símbolo dos conservadores e do backlash). E não foi a primeira vez que a ativista mudou de opinião, Lola traz uma declaração de Sara sobre a Marcha das Vadias: "Eu fico me perguntando aqui, porque diabos, essas meninas não fizeram uma marcha normal, quero dizer, COM ROUPAS NORMAIS, reinvindicando o direito das mulheres, a igualdade sexual, o respeito, o 'não' à violência doméstica. [...] Vocês acham mesmo que [os participantes homens] estão lá em defesa dos direitos femininos? Aham, tá, pra mim isso é uma grande hipocrisia, não querem ser estupradas, mas querem deixar homens desconhecidos visualizarem suas coxas, seios". O Femen nasceu na Ucrânia, em 2008, com o objetivo de combater práticas como o turismo sexual, exploração sexual de adultos e crianças, sexismo e todo tipo de patriarcado. Entretanto, o grupo não foi bem aceito no Brasil. Feministas de outros movimentos repudiam a atitude do Femen de só permitir que mulheres com estética europeia protestem, sendo que eles também contam com negras. O documentário Ukraine Is Not a Brothel (A Ucrânia não é um bordel) revelou em setembro que o Femen era controlado por um homem. Viktor Svyatsky, que se passava por consultor, foi um dos criadores do movimento. O grupo também é acusado de islamofobia, já que, em 2012, o Femen protagonizou um protesto contra a participação de países islâmicos nas Olimpíadas de Londres.