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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Colonos israelitas suscitam coro de protestos

Não são apenas os principais dirigentes palestinianos. Quase toda a comunidade internacional, incluindo os EUA, condenaram Israel pela decisão de prosseguir com a construção de blocos de apartamentos nos territórios ocupados da Palestina. A teimosia de Israel pode comprometer uma estreia airosa de Obama na Assembleia Geral das Nações Unidas.

O ministro da Defesa Ehud Barak "autorizou a construção de 455 casas em blocos implantados" na Cisjordânia. No total, aproximadamente 2500 unidades de habitação para israelitas estão actualmente a ser construídas na Cisjordânia e as autoridades dizem que o processo continuará, na linha do que tem sido uma política concertada de todos os governos que se têm sucedido à frente dos destinos de Israel.

A Autoridade Palestiniana reagiu de imediato: "Apelamos à comunidade internacional, e em especial à administração norte-americana, que tome uma posição firme e decisiva face à política expansionista dos colonos judeus", declarou Nabil Abou Roudeina, porta-voz do Presidente Mahmoud Abbas.

O apelo foi de alguma forma seguido pela comunidade internacional. Os EUA exigem uma paragem na construção dos colonatos que permita o retomar das negociações de Paz entre Israel e os palestinianos, e dizem acreditar que um entendimento ainda á possível.

Já antes, a chanceler alemã Angela Merkel tinha afirmado que "há que fazer progressos no processo de paz e parar com a construção de colonatos, isso é muito importante", declarações proferidas durante uma conferência de imprensa com o líder israelita Netanyahu.
O principal movimento israelita anticolonização, "Paz agora" já afirmou que o governo israelita ofereceu "uma prenda aos colonos" e afirmou que "isso transformou o processo de negociações com os palestinianos numa farsa política".

Também a Espanha se juntou ao coro de críticas. O seu ministro dos Negócios Estrangeiros , Miguel Ángel Moratinos, reiterou no Cairo que é "necessário e urgente" que Israel suspenda as construções nos territórios palestinianos.

Contudo, parece cada vez mais improvável que seja conseguido um entendimento a tempo do dia 23, data importante que marcará a estreia de Barack Obama na Assembleia-Geral das Nações Unidas – sobretudo porque a ocasião juntará também na sede nova-iorquina da instituição Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas.

Com informações da Esquerda.net.


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