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17 de junho de 2016, 18h35

Com ideia de Cunha e em dias atípicos, sessões do impeachment custaram R$ 3,5 milhões

Gastos pagos com recursos públicos foram referentes às horas extras pagas aos funcionários da Câmara durante a sessão que aceitou a admissibilidade do impeachment nos dias 15,16 e 17 de abril

Por Redação

A ideia encabeçada pelo presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de acelerar o processo de impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, gerou um gasto extra para a Casa de R$ 3,5 milhões em despesa de hora extras de funcionários.

As informações foram coletadas pelo site Livre.jor via Lei de Acesso à Informação. Segundo o Departamento de Material e Patrimônio (Demap), a Câmara dos Deputados gastou somente na sessão dos dias 15, 16 e 17 de abril mais de R$ 3,2 milhões com despesas de horas extras de membros do quadro efetivo da Casa e R$ 189 mil com empregados de natureza especial, que não precisam de concurso público.

De acordo com o Departamento de Material e Patrimônio (Demap), que responde pela manutenção e asseio do espaço a Câmara, não houve custos com horas extras para os terceirizados que atuam nos serviços gerais. O órgão informou que os funcionários receberão compensação de jornada. Já os custos com os materiais de expediente, como o Demap recebe semanalmente, fica “inviável individualizar o custo gerado pelo consumo desses materiais durante as sessões de votação do processo”.

O Departamento de Finanças (Defin) alegou que não houve pagamento de diárias de viagens aos deputados “especificamente relacionadas às sessões de votação do impeachment”. A Coordenação de Gestão de Cota Parlamentar afirma que não há como “estabelecer relação entre os gastos realizados por meio da utilização de recurso da Cota”.

Foto de Capa: Valter Campanato/Agência Brasil


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