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10 de fevereiro de 2017, 11h09

Comissão que vai sabatinar Moraes tem dez senadores investigados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que vai sabatinar Alexandre de Moraes, indicado por Temer para a vaga de Teori Zavascki no STF, tem dez senadores investigados pela Lava Jato, incluindo o seu presidente, Edison Lobão, eleito formalmente por aclamação.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que vai sabatinar Alexandre de Moraes, indicado por Temer para a vaga de Teori Zavascki no STF, tem dez senadores investigados pela Lava Jato, incluindo o seu presidente, Edison Lobão, eleito formalmente por aclamação.

Da Redação com Informações do Globo

Com a responsabilidade de sabatinar, no próximo dia 22, o ministro Alexandre de Moraes, indicado por Temer ao cargo de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante do Senado, terá dez senadores investigados pela Operação Lava-Jato e um investigado a partir de desdobramentos dela.

O PMDB manterá o controle total do processo de indicação de Moraes. Por aclamação, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), investigado na Lava-Jato, foi eleito formalmente presidente da CCJ, e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) será o relator do caso de Alexandre. Entre os dez investigados da Lava-jato que integram a comissão, cinco são titulares e cinco, suplentes. O maior número é do PMDB, a começar por Lobão. No total, a CCJ tem 27 titulares e 27 suplentes.

O campeão de inquéritos é o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), com oito investigações abertas. Ele é seguido pelo ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), com seis inquéritos, Valdir Raupp (PMDB-RO), com quatro, e Jader Barbalho (PMDB-PA) e Benedito Lira (PP-AL), com três. O presidente da comissão, Edison Lobão (PMDB-MA), o presidente do PMDB, Romero Jucá (RR) e a líder do PT, Gleisi Hoffmann (PR), têm dois inquéritos cada, e Humberto Costa (PT-PE) e Lindbergh Farias (PT-RJ) são alvos de um inquérito cada, mas no caso deste último a Procuradoria-Geral da República já pediu o arquivamento. Além disso, há duas investigações contra o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), que não são parte da Lava-Jato, mas surgiram a partir de desdobramentos dela.

Mostrando toda a força do PMDB, a CCJ fez uma sessão-relâmpago para escolher Lobão como presidente e o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) como vice-presidente da comissão. Foram seis minutos. Apesar de investigado pela Lava-Jato, Lobão foi eleito por aclamação. Apenas o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu que seu voto contra fosse registrado em ata. Randfolfe considera “constrangedor e inadequado” um senador investigado na Lava-Jato ser presidente da CCJ.

Lobão quer realizar a sabatina de Alexandre de Moraes até o próximo dia 22. Já Eduardo Braga saiu elogiando o indicado. Ontem, pelo segundo dia consecutivo, Alexandre de Moraes fez um périplo pelo Senado: se reuniu com Lobão, Eduardo Braga e novamente com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Ontem, eleito, Lobão repetiu que não há “constrangimento” por ser investigado.

— Estaria sob suspeição se fosse culpado de nada. E não sou — disse Lobão.

 


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