Concurso premia projeto de documentário sobre comércio de armas

Os três melhores projetos receberão estrutura para produção e o diretor do documentário mais votado pelo público ganhará equipamentos de fimagem.

Os três melhores projetos receberão estrutura para produção e o diretor do documentário mais votado pelo público ganhará equipamentos de fimagem.

Por Redação

Documentaristas de plantão e interessados nas questões do comércio de armas e pobreza podem ficar atentos. Até o dia 1º de junho, a Oxfam International receberá projetos de documentários de curta-metragem que debatam o impacto do comércio mundial de armas no desenvolvimento social e econômico dos países. O concurso “Mirando as armas e combatendo a pobreza” está aberto para qualquer iniciativa no mundo, mas foca em produções de países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e África do Sul.

Os projetos de documentário serão avaliados e as três melhores propostas, que serão selecionadas por um júri internacional, receberão todos os recursos para a produção, incluindo uma semana inteira de gravação com equipamento profissional e produtor exclusivo.

Após a finalização das produções, os documentários serão vistos por seus diretores na sede da ONU em Nova Iorque. No site do concurso. o público poderá votar na melhor das três produções. O diretor do documentário mais votado ganhará uma câmera Sony EX1R com equipamento de iluminação e captação de som portáteis.

A proposta do concurso vem de uma parceria entre o Instituto Sou da Paz, o Viva Rio e a Oxfam International, que desde 2006 encabeça a campanha pela assinatura de um tratado de Comércio Internacional de Armas. Os interessados devem acessar o site do concurso, conferir regulamento e baixar o formulário, além de poderem conferir orientações para escrever o argumento do projeto e exemplos de países com graves problemas sociais agravados com o comércio de armas.

Impactos sociais e econômicosSegundo a ONU, são mais de 500 mil vítimas fatais da violência armada por ano em todo o mundo, e a grande maioria dessas vítimas mora em países em desenvolvimento. No final do ano passado um relatório da Oxfam levantou que mesmo depois de 2006, quando boa parte dos governos concordou que seria necessário regular o comércio de armas em todo o mundo, cerca de 2,1 milhões de pessoas morreram como resultado direto ou indireto da violência armada.

O principal entrave para a assinatura de um acordo entre governos é o peso econômico do comércio de armas, principalmente nos Estados Unidos. O país já chegou a ser responsável por dois terços dos US$ 55,2 bilhões transacionados no comércio de armas em todo o mundo.

Um fuzil chega a ser vendido em alguns cantos do planeta por menos que R$10. A quantidade de conflitos em todo o mundo, principalmente em países já assolados pela miséria e pelo subdesenvolvimento, não tem feito o comércio diminuir, muito pelo contrário. Além disso, a importação de armas tem levado muitos países a aumentarem sua dívida externa, minguando os recursos internos para o investimento no desenvolvimento regional.

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