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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Contra expectativa da América Latina, Obama mantém bloqueio a Cuba

O presidente estadunidense, Barack Obama, apesar de, nos últimos meses, ter aplicado algumas medidas que “relaxavam” sanções impostas à Cuba pelos EUA, divulgou, ontem, a prorrogação do embargo nas relações entre os dois países.

Adotado em 1962, o bloqueio econômico tem sido renovado anualmente por republicanos e democratas, sendo prerrogativa comum dos dois partidos, em mais uma demonstração de continuísmo programático quando o assunto é política externa.

Em nota, Obama afirmou que a manutenção do embargo está “de acordo com os interesses dos Estados Unidos” Quando assumiu a presidência, ele deu sinais de abertura, com a redução das restrições de viagens impostas aos cubano-americanos e também relaxou as normas para envio de remessas à ilha. Em discursos, indicou que estava aberto ao diálogo com os líderes cubanos.

Agora, no entanto, como presidentes anteriores, ele afirma que apenas vai considerar a suspensão completa do embargo se o “governo comunista de Cuba tomar medidas como a realização de eleições democráticas”.

Além disso, recentemente, o governo dos EUA proibiu a participação de cientistas estadunidenses convidados para o 20º Congresso Internacional de Ortopedia e Traumatologia, que será realizado entre os dias 21 e 26 de setembro, na cidade cubana de Bayamo. O evento conta com o número de 257 trabalhos científicos inscritos e que foram produzidos em diversos países. 

Reação

Entre os cubanos, a decisão terá óbvias repercussões negativas, pois a expectativa era de que ocorressem modificações significativas na questão do embargo, já que o próprio Obama chegou a mencionar “um novo começo para as relações entre os dois países” e parecia acenar nessa direção. .
Nos últimos 17 anos, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), votou seguidamente contra o embargo. Somente Israel, aliado histórico dos EUA, apoia a política.
Sem exceção, os países latino-americanos vêm se pronunciando constantemente contrários ao bloqueio imposto ao povo cubano.
No Brasil, a manutenção da medida foi considerada uma decepção. O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, avaliou que o ato “é um gesto muito negativo em relação ao sentimento da América Latina”. Disse, ainda, que “a expectativa de mudança que se tinha em relação à política externa do governo Obama foi frustrada”.


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