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12 de julho de 2019, 09h46

Cubano tenta vaga de gari no Piauí, mas é recusado por atuação no Mais Médicos

"Estamos aguardando há meses por uma MP do governo que nos permita trabalhar até fazer o exame de Revalida, mas nada de MP e nada de Revalida”, disse Raymel Kessel, que ficou no Brasil após o fim da parceria com Cuba

O médico cubano Raymel Kessel (Arquivo pessoal/G1)

Reportagem de Gilcilene Araújo, no Portal G1 nesta sexta-feira (12), revela que Raymel Kessel, um dos médicos cubanos que ficou no Brasil após o fim da parceria com Cuba no Mais Médicos tentou uma vaga de gari na cidade de Ilha Grande, no Piauí, mas não foi admitido por sua formação em medicina.

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“Não é fácil achar emprego porque quando colocamos no currículo que somos médicos, ninguém quer nos contratar. Eu até procurei trabalhar no carro de lixo e não foi aceito porque diz que médico não faz esse tipo de trabalho”, disse o cubano, que enfrenta dificuldades para se manter após ficar no Brasil.

Raymel se casou com uma piauiense e é pai de um menino brasileiro, e por isso decidiu ficar no Brasil. “Me sinto parte da Ilha Grande, me sinto filho daqui”, afirmou o médico.

Ele aguarda realização do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida), mas o governo ainda não decidiu quando sera a prova.

“Estou desesperado. Não tem o exame do Revalida desde o ano 2017 e estamos privados de trabalhar como médicos há sete meses. Estamos aguardando há meses por uma MP do governo que nos permita trabalhar até fazer o exame de Revalida, mas nada de MP e nada de Revalida”, disse, ao portal G1.

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