Fórumcast #20
24 de maio de 2016, 19h13

Medidas anunciadas por Temer são um estelionato golpista, diz CUT

Para a central sindical, medidas anunciadas nesta terça-feira (24) pelo governo interino confiscam direitos dos trabalhadores

Por Executiva Nacional da CUT

As medidas econômicas anunciadas nesta terça-feira (24) pelo governo interino do vice-presidente Michel Temer evidenciam que os golpistas estão colocando em prática as propostas que os empresários e o sistema financeiro exigiram como condição para financiar o golpe.

Junto com a equipe da Fazenda, Temer anunciou o fim do Fundo Soberano, teto do crescimento das despesas, entre elas, saúde, educação, moradia e agricultura familiar, o que vai contribuir para aumentar a recessãoe o desemprego; revisão do regime de partilha do pré-sal e descapitalização do BNDES, entre outras medidas, que representam um ataque direto as conquistas e os direitos da classe trabalhadora brasileira.

Para a CUT, Temer está tirando os benefícios conquistados nos governos Lula e Dilma e também na Constituição de 1988. As medidas representam um retrocesso de três décadas, voltando à política de direitos sociais da ditadura militar. Mais uma vez os trabalhadores é que vão pagar a conta de um dos ajustes fiscais mais perversos dos últimos anos.

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Temer se uniu aos mais retrógrados setores da sociedade para implantar um programa neoliberal rejeitado nas urnas. Temer representa um projeto de quem não tem compromisso com a classe trabalhadora, não respeita os aposentados muito menos a população de baixa renda.

Uma das propostas é desvincular o piso dos benefícios da previdência do salário mínimo, reduzindo o poder de compra dos aposentados, que poderão receber menos de um salário mínimo por mês.

Medidas como as que o Temer anunciou hoje foram derrotadas pelo povo em quatro eleições seguidas – desde 2002. Só um governo interino, golpista e ilegítimo pode apresentar propostas tão perversas contra a classe trabalhadora.

Conclamamos a sociedade, principalmente os trabalhadores do campo e da cidade, a ir às ruas e protestar contra esse estelionato golpista. Todas as formas de resistência são possíveis, democráticas e necessárias, desde grandes manifestações de aposentados a atos nos locais de trabalho, paralisações parciais e também a greve geral.

Foto: Paulo Pinto/Agencia PT


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