DEM e PSL repudiam golpismo de Bolsonaro no 7 de Setembro

Em processo de fusão, as siglas afirmam que a liberdade "não pode ser usada para disseminaçao de ódio" e que o país pede "respostas enérgicas e imediatas"

O DEM e o PSL emitiram uma nota conjunta na noite desta terça-feira (7) onde repudiam os discursos golpistas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante as manifestações do 7 de setembro.

No texto, as siglas afirmam que a “liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação do ódio, nem ameaça aos pilares da própria Democracia”.

“Por isso, repudiamos com veemência o discurso do senhor presidente da República ao insurgir-se contra as instituições de nosso país”, diz a nota.

Os partidos também afirmam que diante da situação de tensão política torna-se “imperativo darmos um basta nas tensões políticas, nos ódios, conflitos e desentendimentos que colocam em xeque a Democracia brasileira”.

Por fim, a nota das siglas afirma que “não existe independência onde ao cidadão não se garantem as condições para uma vida digna. O Brasil real pede respostas enérgicas e imediatas”.

DEM e PSL estão em processo de fusão

O DEM e PSL, este sendo o partido que elegeu o presidente Bolsonaro, estão em processo de fusão, que deve ser formalizado no dia 21 de setembro.

No entanto, a nova legenda que deve surgir da fusão dos partidos ainda não tem um nome. A tendência é que o número na urna seja o 25, utilizado pelo DEM, e o 17, do PSL, seja descartado.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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