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20 de junho de 2007, 11h56

Desocupado, Prestes Maia volta à lista de prédios abandonados no centro de São Paulo

Após cinco anos de ocupação e muitas ordens de despejo adiadas, as 468 famílias que compunham a maior ocupação vertical da América Latina concluíram a saída do Prestes Maia na última sexta, 15

Após cinco anos de ocupação e muitas ordens de despejo adiadas, as 468 famílias que compunham a maior ocupação vertical da América Latina concluíram a saída do Prestes Maia na última sexta, 15

Por Brunna Rosa

Após cinco anos de ocupação e muitas ordens de despejo adiadas, as 468 famílias que compunham a maior ocupação vertical da América Latina concluíram a saída do Prestes Maia na última sexta, 15

As famílias que compunham o Prestes Maia cumpriram acordo realizado há 60 dias que envolveu os governos federal, estadual e municipal.

Segundo a coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Centro (MTSC), 150 famílias serão atendidas em apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em Itaquera, bairro periférico de São Paulo, e 320 famílias vão receber o “bolsa aluguel” de R$300,00 prolongado por seis meses.

O Ministério das Cidades destinará verba para a aquisição e reforma de três prédios, no centro da cidade de São Paulo, para abrigar as famílias que tiveram o bolsa aluguel prolongado.

Os proprietários, Jorge Hamuche e Eduardo Amorim, receberão o imóvel de volta. Porém o prédio será lacrado com tijolos e cimentos para impedir uma nova ocupação. Além de não possuírem escritura, segundo eles, por terem adquirido o imóve em um leilão, há uma dívida de R$ 5 milhões em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) junto da prefeitura.

Biblioteca Sem-Teto A biblioteca alojada no sub-solo do prédio foi uma das principais responsáveis pela popularidade da ocupação.

Severino Manoel de Souza, de 57 anos, e sua esposa Roberta Maria da Conceição, de 44, eram responsáveis pela manutenção da biblioteca que segundo eles abrigava cerca de 600 livros. Seu Severino, antes preocupado com o destino dos livros, se diz contente pela biblioteca mudar de endereço e continuar dentro de uma ocupação do MTSC, desta vez à rua Mauá.


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