Em plena pandemia, Bruno Covas demite 70 funcionários do Hospital do Campo Limpo

Os hospitais municipais do Jabaquara, Mooca e Tatuapé também sofreram cortes; gestão de Bruno Covas alega que atendimento à população não será afetado

A prefeitura da Cidade de São Paulo demitiu, em plena pandemia, 70 funcionários no Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista.

De acordo com o representante do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP), Douglas Cardozo, grande parte dos funcionários trabalhavam por meio de contrato emergenciais que estavam irregulares.

Cardozo disse ao jornal Agora que, muitos dos profissionais que foram demitidos trabalhavam no hospital do Campo Limpo há 8 ou 12 anos e que os seus respectivos contratos estavam vencidos há muito tempo.

O setor mais afetado foi o de enfermagem, que perdeu 44 enfermeiros e auxiliares. Também foram demitidos 14 médicos: dez cirurgiões, dois ortopedistas, um psiquiatra e um clínico geral.

A prefeitura da cidade de São Paulo informou que já está trabalhando em novas contratações e que “o atendimento à população não será prejudicado”.

Além do Hospital Municipal do Campo Limpo, o Sindsep- SP também revelou que outros três hospitais municipais sofreram com demissões: O Hospital Municipal do Jabaquara, o Hospital Municipal do Tatuapé e o Hospital Municipal da Mooca.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) foi às redes criticar a decisão do prefeito Bruno Covas de demitir esses funcionários e questionou: “Qual o motivo que levou o prefeito Bruno Covas demitir 70 funcionários do Hospital Campo Limpo? Outra maldade depois de campanha?”.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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