Em uma semana casos de Covid-19 aumentam 300% nas escolas em SP, aponta Apeoesp

Entidade criou ferramenta para monitorar casos de coronavírus em um universo que envolve mais de 4 mil escolas

O Sindicato dos Professores do Ensino oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) criou um monitor para acompanhar os casos de Covid-19 nas escolas públicas e privadas. Com duas semanas de retorno às aulas foram relatadas mais de 500 contaminações entre professores, estudantes e trabalhadores das escolas.

A ferramenta é alimentada a partir de dados recebidos das próprias escolas. Até o dia 8 de fevereiro já tinham sido relatados 209 casos em 96 unidades. No espaço de uma semana esse número saltou para 551 casos em 334 escolas.

À Rede Brasil Atual, a deputada estadual e presidenta da Apeoesp, Bebel (PT), declarou que “em que pese o esforço do governador (Doria) sobre a vacina”, ele tem agido como um “negacionista ao abrir as escolas no pior período de pandemia”.

Além da disseminação do vírus, Bebel também atenta para o fato de que muitas escolas retomaram as atividades sem estrutura básicas para receber os alunos conforme as medidas sanitárias indicam.

“Com a estrutura das escolas públicas estaduais não há condições de dizer que ‘enfim dá para trabalhar’, porque não dá. O correto seria manter o trabalho virtual e ampliar a estrutura de acesso para os alunos que não têm internet”, diz Bebel.

Mesmo com os quadros graves relatados pela entidade, as aulas presenciais estão mantidas pelo governo João Doria.

Para acessar o monitor do Apeoesp, clique aqui.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).