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14 de setembro de 2012, 18h36

Estado Moderno: separação entre política e religião

A religião presente na arena política soa como realidade desconcertante. Para alguns, essa intromissão chega a atordoar as estruturas do Estado Moderno

A religião presente na arena política soa como realidade desconcertante. Para alguns, essa intromissão chega a atordoar as estruturas do Estado Moderno

Por Valdemar Figueredo Filho

O surgimento do Estado Moderno consagrou a separação entre política e religião. Os imperativos religiosos desgastaram-se para ordenar a vida social. O religioso passa a ser um sentido dentre outros. Obra da razão dos indivíduos: formas de organização social. O Estado moderno foi concebido a imagem e semelhança dos seus artífices. A legitimidade da ordem social passa a ser obtida não mais pelas explicações teológicas, e sim pelo ordenamento jurídico.

Dizem alguns que na chamada Idade Média o mundo jazia em densas trevas. E disse o homem: Haja luz! E eis que foi formado o Estado Moderno. A Era das Luzes teria sido a inequívoca asseveração de que o indivíduo era dono de si e senhor do seu destino. O ocaso da tutela eclesiástica sobre a vida civil.

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