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18 de outubro de 2016, 19h47

Exército admite que operação de espionagem foi negociada com Alckmin

O capitão do Exército, Willian Pina Botelho, se infiltrou entre os manifestantes com o codinome de Balta Nunes para conversar com militantes nas redes sociais, sobretudo no aplicativo Tinder

Por Redação

O comandante-geral do Exército, general Eduardo da Costa Villas Boas, admitiu nesta quarta-feira (18) que negociou com o governo de São Paulo, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB), a operação de espionagem que culminou com a prisão de 21 jovens em frente ao Centro Cultural São Paulo antes de irem para uma manifestação contra o presidente Michel Temer, no dia 4 de setembro.

“Houve, houve, houve uma absoluta interação com o governo do Estado. As pessoas precisam entender que o Exército tem sido demandado para o cumprimento de várias missões fora da nossa esfera de responsabilidade primordial, vamos dizer assim”, disse o general em uma entrevista para a Rádio Jovem Pan.

O capitão do Exército, Willian Pina Botelho, se infiltrou entre os manifestantes com o codinome de Balta Nunes para conversar com militantes nas redes sociais, sobretudo no aplicativo Tinder. Depois do caso ser repercutido, o Ministério Público Federal e o Estadual abriram investigação para apurarem se a operação foi legal.

Villas Boas defende que não houve ilegalidade e disse que ele não estava infiltrado, e sim, acompanhando.

“O primeiro aspecto a destacar é que ele não estava infiltrado, estava acompanhando. Nós estamos muito tranquilos porque estamos absolutamente respaldados pela legislação e por medidas que haviam sido adotadas. Havia a situação dos Jogos Olímpicos, havia uma situação de segurança do presidente, estava tudo dentro deste contexto. Nós estamos tranquilos, cumprindo a nossa missão, é lógico que essas investigações vão chegar a termo mas, enfim, não temos preocupação”, afirmou.


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