Flávio Dino sobre Bolsonaro: “Hitler era tido como doido e matou milhões”

O governador do Maranhão também afirmou que durante o ano de 2021 o governo Federal não trabalhou e só criou agendas que não interessam ao país

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), declarou em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta qurta-feira (18) que a maioria da população não tem “intenção” golpista, mas que há uma “minoria barulhenta que é preocupante”.

“Ontem nós vimos um destacado general do governo (Braga Netto) falando que as Forças Armadas podem intervir contra o Supremo. Isso deve ser repudiado firmemente, porque, ainda que inverossímil e improvável, infelizmente vai se tornando possível”, alertou Dino.

Além disso, Dino também lembrou que Hitler, quando surgiu na cena política da Alemanha não era levado à sério e era tratado como uma figura caricata, mas que, ao chegar no poder causou a morte de milhares de pessoas.

“Lembremos que Hitler, quando fez o seu primeiro discurso na cervejaria em Munique era tido como um doido, uma figura caricata e acabou chegando ao poder e matando milhões de pessoas”, comparou.

Em outro momento, o governador do Maranhão afirmou que o governo não fez nada ao longo de 2021 e que para o povo o que importa é “emprego, trabalho e comida”.

“Esse é o principal, é saúde, obras, investimento e ninguém debate isso no Brasil porque o presidente da República cada dia cria uma agenda: primeiro foi contra a vacina, depois era amigo do coronavírus, depois inventou o voto impresso, depois era contra a urna eletrônica e agora ele inventou esse negócio de Forças Armadas e essa confusão com os ministros do Supremo. Ninguém trabalha nesse governo? Não é possível isso”, criticou Dino.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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