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05 de fevereiro de 2020, 08h43

Foragido, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro alugou mansão na Costa do Sauípe para festa de aniversário

Ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega alugou por um mês a casa em condomínio de luxo, ao custo de R$ 1 mil por dia. Operação da polícia invadiu o local, mas o miliciano conseguiu fugir pela mata. Investigadores acreditam que ele conta com "rede de proteção"

Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro, Adriano usou documento falso para alugar casa na Costa do Sauípe (Montagem)

Foragido da Justiça há mais de um ano, o ex-capitão do Bope, Adriano Mendonça da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro que lidera o grupo de extermínio Escritório do Crime, alugou uma mansão em um condomínio de luxo na Costa do Sauípe, no litoral da Bahia, ao custo de R$ 1 mil por dia, onde fez sua festa de aniversário, no dia 14 de janeiro.

Segundo reportagem de Chico Otavio e Vera Araújo, na edição desta quarta-feira (5) do jornal O Globo, foi na mansão que a polícia realizou uma operação frustrada no último sábado para prender o miliciano, que teria fugido em meio à mata.

No local, os policiais encontraram um carteira de identidade falsa que está sendo usada pelo miliciano, que teve mãe e ex-esposa empregada no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No documento, Adriano adota o nome de Marco Antonio Linos Negreiros e aparece de barba na foto. Na identidade, emitida em 9 de junho de 2016 pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, o ex-Bope aparece como natural de Fortaleza. Ele preservou o primeiro nome da mãe, Raimunda, e do pai, José, alterando apenas o sobrenome de ambos.

Rede de proteção
Segundo investigadores, Adriano conta com uma “rede de proteção” para continuar foragido. Há a suspeita de que a carteira foi realmente emitida pela órgão de segurança cearense a partir de uma certidão de nascimento falsa.

Na fuga do resort baiano, Adriano deixou a atual esposa e duas filhas. O advogado de Adriano, Paulo Emílio Catta Preta, disse que está apurando com Júlia Motta, mulher de seu cliente, se houve abuso de autoridade por parte dos policiais que realizaram as buscas na Costa do Sauípe. Ele contou ter recebido a informação de que os agentes invadiram a mansão com fuzis, constrangendo mãe e filhas.

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