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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Fórum Pan-Amazônico faz pacto por comunicação e cultura

A opção por uma comunicação que substitua a lógica da imprensa de mercado por práticas, conhecimentos e recursos compartilhados e pela promoção de "todas as culturas para todos os povos" através de diálogos inter-comunidades e movimentos da Pan-Amazônia uniu as propostas de comunicação e cultura na preparação do V Fórum Pan-Amazônico.

Os grupos se reuniram durante o Encontro Pan-Amazônico com representantes de várias regiões da floresta para traçar uma estratégia compatível com as lutas do FSPA. "Não vamos apenas organizar um evento e seus serviços de comunicação e cultura. Nossa proposta é para o processo do Fórum, com formação, debates e práticas de uma nova comunicação por toda Amazônia", defendeu Ilma Bittencur, da organização Cepepo.

"Conseguimos que o Manifesto do FSPA reconhecesse a comunicação e a cultura como estratégicas no combate ao neoliberalismo na região", diz Célia Maracajá. O conceito de Cultura Circular e Andante, explica ela, significa que haverá muita mobilização entre as culturas da região para que todas se conheçam melhor. Esses diálogos culturais, com agendas e produções das comunidades será uma das riquezas do processo do FSPA.

Tanto comunicação como cultura passam a depender mutuamente de esforços para, de um lado, promover uma nova cultura de comunicação, já que a imprensa compartilhada não existe nas relações regidas pela lógica competitiva do mercado. E de outro para que essas práticas de comunicação favoreçam o diálogo e a expressão cultural das diversidades regionais.

Um Laboratório Pan-Amazônico

A Cepepo promoveu no FSPA, juntamente com integrantes das redes Mocambo e Ciranda, o Laboratório Pan-Amazônico de Comunicação Compartilhada onde se deram as atividades conjuntas de cobertura. Conteúdos produzidos nesse FSPA foram publicados nos sites dessas redes, distribuidos em listas, transmitidos em audio via streaming e entrevistas em video foram divulgadas também no wsftv.net. Toda a produção e edição foi feita com uso de software livre.

O Laboratório foi ampliado no Encontro com a participação de comunicadores/as da Venezuela e do Perú interessados em promover iniciativas semelhantes em seus países. "Para as mulheres indígenas peruanas a comunicação é estratégica, e queremos essa conexão coletiva pela Amazônia", disse Lourdes Huanca Atencio, da da Federação Nacional de Mulheres Camponesas, Artesãs, Indígenas, Nativas e Assalariadas do Perú.

O documentarista Luiz Dávila explica que muitos produtores independentes na Venezuela estão contando com estímulo de políticas públicas no país para a promoção do audiovisual e tem interesse em promover e contribuir para as atividades de comunicação das comunidades e movimentos da região internacional da floresta. Brasil, Venezuela e Colômbia serão parte, por exemplo, de um mesmo Encontro Sem Fronteiras, com muitas experiências de participantes a compartilhar através da comunicação e da ação cultural.

Os diálogos no Encontro de Belém resultaram também na proposta de um I Encontro Pan-Amazônico de Comunicação Compartilhada e Cultura antes do próximo FSPA, já com duas indicações de local (Puerto de Aiacucho, na Amazônia Venezuelana, ou Iquitos, na Amazônia Peruana) e com previsão de que se realize entre os meses de março e maio de 2010.

Por Ciranda.net.


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