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28 de julho de 2018, 14h35

Haddad diz que não será candidato a nada neste ano

Fernando Haddad, coordenador da campanha de Lula, aponta as diretrizes da candidatura petista, como retomada das PPPs, combate ao juro alto e reforma tributária

Coordenador-geral da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad diz que seu trabalho nas eleições está no fim. Professor do Insper,  ele diz que se dedicará a dar aulas após a conclusão do programa de governo petista. Haddad é o principal nome para substituir Lula caso a candidatura do ex-presidente seja impugnada pelo TSE com base na lei da Ficha Limpa.

Haddad comentou algumas das propostas econômicas do PT em entrevista concedida à revista Exame. Entre as principais medidas estão a retomada do programa de concessões públicas e Parcerias Público-Privadas (PPPs), o combate ao spread bancário por meio de tributação punitiva aos bancos com juros abusivos e defende que a Reforma da Previdência comece pelo regime público de estados e municípios.

O ex-prefeito de São Paulo também falou sobre a promessa do PT em revogar uma série de medidas do governo Temer: alguns aspectos da reforma trabalhista, entre eles, além de tocar uma reforma tributária focada na simplificação de impostos, por meio da criação de um Imposto sobre Valor Agregado.

Para Haddad, o foco tem que ser a retomada das obras paradas. “Pretendemos dar força ao programa de PPPs e concessões. Temos algumas iniciativas novas, como o projeto de troca de iluminação pública por LED em todo o país, por exemplo. Considerando os municípios e zonas urbanas do país, seria poupado o equivalente à produção de uma hidrelétrica média de forma constante. É um potencial enorme em termos ambientais e de segurança pública”.

De acordo com o coordenador da campanha petista, a crise enfrentada por Dilma Rousseff após 2015 foi uma sabotagem enorme a partir de 2015, patrocinada pela oposição para desestabilizar as instituições do país. “As pautas-bomba foram invenção de quem? [Faz referência ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB)]”, diz Haddad.

Na opinião do petista, a PEC dos gastos é inexequível. “Todo mundo reconhece que ela foi um tiro no pé, mesmo os economistas mais conservadores”, explica Haddad. Sobre a Previdência, Haddad diz que o foco não pode recair sobre os mais pobres e que a Reforma deveria começar pelos Estados e Municípios.

Confira a íntegra da entrevista no site da Exame


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